onde andará dulce veiga?

a profundidade da superfície#2: fragmentos para meu irmão (exercício)

Publicado em bololô, coisas da vida, não macule minha faca por letícia féres em agosto 27, 2009

pro zé guilherme e pro julius

os olhos [tristes] do meu irmão

fecham[-se]/ fotografam[-se]/[em] todas as mortes

fechou [fecharam-se]/onde a vida pára e começa pára começa e ____________.

os olhos do meu irmão tocam

[a dor a alegria] [o que não é dor ou alegria]

onde já não há mais dentro fora dentro fora ____________

uma carne só vermelha enquanto gota

_______ transparente enquanto seca

os olhos do meu irmão não somente lágrimas

cortam demasiado fundo

[não o bastante para serem vistos]

ser que não é

Publicado em não macule minha faca, poetazia por letícia féres em dezembro 14, 2008

uma pessoa com um pacote cheio de papel na mão só pode ser uma pessoa não de bigorna na mão. nem de mandacaru no chão.

uma pessoa com um pacote cheio de papel na mão só não pode ser uma pessoa de papel com um pacote cheio na mão.

uma pessoa cheia de papel à mão não é uma pessoa de papel à mão-cheia.

um envelope cheio de papel com uma pessoa na mão não é um envelope cheio de pessoa com um papel na mão.

uma pessoa na mão não é uma pessoa cheia de papel na mão. não é um envelope cheio de papel no chão ou um papel cheio de envelope na mão.

uma pessoa
cheia de envelope
com um papel na mão

pediria a ajuda de um carregador

chamaria um aio
uma ama
uma liteira

pediria uma uma enceradeira

um cortador de grama
uma mamadeira

uma pessoa com uma mamadeira na mão não é uma pessoa com um envelope de papel no chão. há quem diga que não.

da série: helder, lotufo, féres

Publicado em não macule minha faca, poetazia por letícia féres em dezembro 14, 2008

no meio do pomar branco
o coração-arquipélago é maçã
vermelho no pomar
 
é maçã o coração
e as três linhas de pomar branco
soltas no espaço como coração-estrela
 
o coração faz-se espiral
verde no pomar bordado
 
no meio do vermelho do verde coração branco
é maçã o coração o verde o vermelho o pomar

com a faca e o cage na mão

Publicado em classificados, não macule minha faca por letícia féres em setembro 2, 2008

 

jaguadarte manda avisar que a performer Christina Fornatiari também lá estará

do julius

Publicado em coisas da vida, escritos de outrem, não macule minha faca por letícia féres em agosto 20, 2008

quando conheço uma pessoa pela primeira vez

o mundo percorre a inversão água dentro
em dia passa o mal em parte.
a ordem destrói cada segundo
em sua lembrança para onde se faz o medo.
escrever para destruir o vazio desse nosso encontro
caneta-papel ou do desastre texto-leitor;
fizera poesia para tudo, menos para…

o hoje reinicia máquina–homem
e até o fim homem produto nada será como é

……..

tem uns dias / meses que estou com esse poema na minha cabeça. e é do julius.

quer ser nosso assessor de imprensa por um segundo?

Publicado em , classificados, não macule minha faca, redes colaborativas por letícia féres em março 26, 2008

só clicar aqui e votar

agradecida =)

o melhor programa de quinta

Publicado em , classificados, não macule minha faca por letícia féres em março 24, 2008

convite_naomacule.jpg

… quinta-feira, meu povo!

dia a dia, pouco a pouco

Publicado em , classificados, não macule minha faca por letícia féres em março 19, 2008

nao-macule-minha-faca2.jpg 

eu, fred, julius: não macule minha faca com o site quase nos trinques: em breve também  lá vídeo/música/poema

da série: helder, lotufo, féres

Publicado em não macule minha faca, poetazia por letícia féres em março 14, 2008

livro é múmia.
grávida é mala de coração.

livro carrega palavra/
múmia é mala enfaixada

/um feixe de palavras no coração
faz o poeta romântico/

/múmia é estátua/palavra sepultada/

grávida não carrega múmia no coração

não macule minha faca apresenta photomaton & vox no Museu Oi Futuro

Publicado em classificados, não macule minha faca por letícia féres em fevereiro 15, 2008
A performance intermídia photomaton & vox, de não macule minha faca, propõe um processo compositivo a partir de poemas de Herberto Helder. Ao evocar no título da apresentação um dos mais emblemáticos livros de HH, o coletivo afirma seu alinhamento a uma atividade poética em constante decomposição, recomposição e desvio dos meios costumeiros e literais de percepção do mundo e da linguagem. Dentro dessa proposta, tecnologias high e low, ligadas a outros sistemas semióticos, constroem um universo emaranhado de paisagens.
Herberto Helder nasceu no Funchal, Ilha da Madeira, e é um dos maiores poetas contemporâneos. Participou da vanguarda portuguesa dos anos 1950, com o grupo do Café do Gelo – entre outros, Mário Cesariny e Hélder Macedo. Atualmente vive no anonimato e sua obra poética completa, incessantemente revista por ele, está agrupada no volume Ou o poema contínuo, publicado no Brasil pela editora Girafa.

não macule minha faca é um coletivo intermídia formado por julius, a poeta Letícia Féres e o músico Frederico Pessoa. Os três artistas se apresentaram pela primeira vez em homenagem à poeta Hilda Hilst, no projeto Terças Poéticas, no Palácio das Artes, em agosto de 2007. 

O coletivo não macule minha faca apresentará photomaton & vox no Multiespaço do Museu Oi Futuro, dia 27 de março, às 19h. Entrada franca.

Frederico Pessoa
Músico, estudou violão clássico e teoria musical com Guilherme Poliello, da Fundação de Educação Artística, e tecnologia de MIDI – Técnicas de Gravação e Produção Musical, no Morley College, em Londres. Participou de projetos multimídia com a falecida artista plástica Gisele Lotufo e com outros artistas. Compôs trilhas sonoras para espetáculos de dança, como Holográfico (Francisco Nunes/2004 e FID, em 2005/2006) e Conversações (Teatro Alterosa – 1,2 na Dança, em 2005). Apresentou o projeto Butterbox – música eletrônica para ver e ouvir, em 2006, na Casa do Baile, e no SIM – Som, Imagem e Movimento, na Unileste. Seus net EPs estão disponíveis na Internet pelo selo americano Kikapu Net Label e pelo português Enough Records. Atualmente trabalha compondo trilhas para vídeo e com o projeto Butterbox.

julius
Designer e cyberpoeta. É aluno da Pós-Graduação em Design de Interação na PUC Minas e bacharel em Letras pela UFMG, com formação complementar em Artes Visuais. Cursou parte da Graduação em Filosofia na UFJF e tem formação técnica em Eletrônica. Integrou o grupoPOESIAhoje e, entre cursos mais importantes, participou do Palavra falante: a voz na poesia, com o poeta Ricardo Aleixo. Além disso, fez parte da Oficina de Escrita da Flip com o escritor Raimundo Carrero, e da Oficina de Escrita Cinemática com o poeta Maurício Vasconcelos. Entre outros trabalhos, participou do Festival de Cenas Curtas, com Parágrafo 175, como videomaker; da Bienal de Poesia de BH, com a instalação-performace: Labirinto, e da IV Mostra Novos Ilustradores, da EBA/ UFMG, com o livro-objeto Despertador. Tem poema publicado no Catálogo do projeto Terças Poéticas.  Atualmente é designer de interfaces no Centro de Comunicação da UFMG.

Letícia Féres
Poeta, editora de textos e redatora, é bacharel em Letras pela UFMG com aperfeiçoamento em Edição de livros, na Universidad Complutense de Madrid. Foi integrante do grupoPOESIAhoje e fundadora do Jornal Estilingue: literatura e arredores, periódico do corpo discente da FALE/UFMG. Alguns de seus poemas foram publicados nos projetos Arte no Ônibus (Telemig Celular/PBH) e Terças Poéticas. Além disso, teve poemas premiados na II Bienal de Piores Poemas, organizado pelo Grupo Oficcina Multimedia. Seus livros-objetos Zoé (em parceria com Cíntia França) e Apontamentos de Amor e Solidão, de Mariana Alcoforado foram expostos na IV Mostra Novos Ilustradores, da EBA/UFMG. Atualmente é revisora da Editora UFMG e desenvolve projetos de promoção da leitura para a Biblioteca da Escola da Serra.

Site: naomaculeminhafaca.org
E-mail: porfavor@naomaculeminhafaca.org

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