onde andará dulce veiga?

marilá dardot

Publicado em literatices por letícia féres em abril 7, 2010

hoje marilá dardot tomou banho morno porque o dia não estava muito quente. a vocação para as artes plásticas chegou até ela quando, aos cinco anos de idade, deparou-se com uma senhora de 45 anos pedalando solitária uma bicicleta na praia. hoje, marilá dardot, ao abrir o armário do banheiro, lembrou-se que um dia quis ser dona de sebo. mal sabe ela que estaria fadada a ser advogada, e disso sabemos baseados em seu destino, facilmente conferido pela leitura de seu mapa astral, desenhado a partir da posição dos astros e estrelas do céu belo-horizontino no momento de seu nascimento: dia do mês, mês do ano, ano de mil novecentos e, às horas, minutos e segundos; mas isso se tivesse sido trocada na maternidade. amanhã marilá dardot passará horas sentada nos degraus em frente à sua casa, observando disfarçadamente o portão da vizinha que abre e fecha sempre que alguém precisa entrar ou sair de casa. e ela então não se dará conta de que está usando o cabelo para o lado direito, e não para o esquerdo, porque, ao contrário do que sua meia-irmã imaginava, andar à pé pelo boulevard arrudas foi um sonho não realizado. se não fosse artista plástica, marilá dardot poderia ainda ter sido arte-finalista, mas na adolescência, nos jogos de rugby, só chegava às quartas de final.

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marilá dardot é artista plástica porque não sabe cozinhar.

poderia ter sido cabeleireira se seu avô lhe houvesse comprado sapatos vermelhos em seu aniversário de 5 anos, como pedira.

marilá dardot faz fotos porque acredita em labirintos.

em seu diário, ela escreve: “livros servem até para serem lidos”.

marilá dardot poderia ser médica-legista se o sangue não a incomodasse tanto. e é por isso que nem sempre prefere vinho bordeaux.

dicionário de sonhos

Publicado em coisas da vida, literatices por letícia féres em março 10, 2010

para cindy e rebeca

ao pegar a condução para casa, depois de aplicar seus últimos reais na fezinha do dia, jamais imaginaria que em instantes seu maior objetivo passaria a ser o de deitar o rosto no chão, a bochecha o mais próxima possível das partículas de nojeira depositadas nos vãos dos frisos de metal do piso do ônibus. depois abrir as pálpebras, observar olhos nos olhos o terror dos que estavam ao redor. a senhora de azul  se contorcendo até caber debaixo do banco parecia calma. engraçado. bonita a unha flúor da morena. e agora esticar os braços, abaixar o quadril, mas sem dobrar as pernas. a barriga no chão: beleza! deitado era um capacho, embaraçado, como se fosse difícil se fingir de morto,  ser invisível. uma lâmina de espessura milimétrica  era o que seu corpo gostaria de ser, embora uma gordurinha fosse ótima para proteger os órgãos vitais: sem dúvida uma pancinha diminuiria o impacto da bala sobre o fígado.  mas era apenas uma conjectura. ele, tão franzino. se escapasse dessa vivo, chegando em casa confirmava no dicionário de sonhos que a namorada esquecera em cima da cama do casal: “bala de fuzil que passa de raspão é prêmio na loteria”. te prepara, minha nêga.

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OS FATOS

ontem, voltando do trabalho, me joguei no chão do ônibus, assustadíssima com o barulho dos tiros. na verdade, dentre as pessoas que estavam no ônibus, só duas não se jogaram: um cara escroto que ficou rindo de todo mundo e a cindy, que adotou uma pose meio surfista, esperando ver alguma bala entrar pra decidir se  valia  mesmo  a pena se jogar no chão (coisa de carioca, não é mesmo, minha gente?). enfim, agora consigo rir, mas foi horrível ter que passar por essa situação e viver nessa tensão de guerra numa cidade absolutamente linda. e mesmo que a cidade fosse feia, né? puta merda.

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um amigo da rebeca viu num dicionário de sonhos que “sonhar com aipo e requeijão é promessa de luxo e sofisticação”. adorei.

apontamentos sobre os livros

Publicado em literatices, livro etc., poetazia por letícia féres em novembro 27, 2008

este livro foi feito porque um dia, há milênios, alguém teve a idéia de fazer um livro. parou por horas e, sem mais com o que gastar o tempo, juntou páginas escritas, costurou-as, pôs um título na capa e chamou aquilo de livro. mas também houve quem, com um pedaço de linho, limpasse o rosto de jesus e, observando o belo rosto do mestre gravado como um borrão naquele pedaço de tecido, não tivesse a coragem de denominar aquilo livro.

isso equivale a dizer que livros nem sempre são o que parecem ser.

livros são cópias de livros que copiaram outros livros que seguiram o modelo de outros livros. cópia entendida como um modelo seguido por milênios adentro, perpetuado na espécie humana à maneira de um ritual. ou cópia como erro, pusilaminidade.

um livro é sempre aquilo que estamos cansados de ver/fazer. é sempre o cansaço de um outro livro, a citação de outro livro, um metalivro.

conhecemos demais os livros e, no entanto, jamais tocaremos suas entranhas.

um livro nunca é como o outro. e, assim como as pessoas, seu suporte invariavelmente é a matéria viva.

livros de plástico, como as flores, não morrem.

livros de madeira pegam fogo como papel. se protegidos do calor, frio e umidade excessivos apresentam expectativa de vida maior do que a das pessoas que moram nos grandes centros urbanos. certamente mais até do que aquelas que vivem em zonas rurais.

os livros, tão iguais, variam com a moda.

poetas só os são após publicarem seu livro. um livro sem autor é quase nada.

livros não precisam conter letras, histórias ou gravuras. mas esses geralmente custam bem mais caro para serem adquiridos porque são vistos como objetos especiais.

os escombros do amor

ele colecionava canivetes e delicadezas. ela, antiguidades e amores. o dia do casamento foi marcado segundo a tradição do país: depois de colhida, a lâmina de uma ameixeira de qianxi foi guardada pela noiva por sete dias, junto ao peito. no oitavo, a madeira foi entregue ao noivo, que, junto com parentes, em ritual jamais revelado a ocidentais, escolheu a data perfeita. foi ele mesmo que entregou à noiva o melhor canivete que jamais tivera, para que ela retirasse a fina lâmina orgânica que os levaria ao dia da suprema felicidade conjugal. ela colheu a madeirinha como mandavam os antepassados chineses: imagens puras povoavam sua mente enquanto o fio cortava a árvore, delicadamente. tudo isso era o que ela se lembrava enquanto uma fina película de pó-de-arroz cobria a rudeza do mundo. “ó, a beleza do amor!”, gritava a avó no altar. mas era apenas a igreja que desmoronava sobre eles.

- é tudo verdade. cliquem aqui.

o olhar inquisidor de da vinci

Publicado em literatices por letícia féres em outubro 6, 2007

o olhar inquisidor de da vinci. pouco conhecimento faz com que as criaturas se sintam orgulhosas. muito conhecimento, que se sintam humildes. você é orgulhosa ou humilde? o olhar inquisidor de da vinci. não fique escrevendo como se fosse uma anormal. você aguarda para uma entrevista de emprego. eles são quase… militares. você é um homem ou um rato? olha: não é que eu me sinta. digo, é que sou. um pouco. humilde? o elogio da MODÉSTIA agora? você: uma mulher ou um jacaré? o olhar inquisidor de da vinci. é assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosas as cabeças para o céu, enquanto as cheias as abaixam para a terra. erro de tradução? uma sorte que você jamais saberá se tem. abaixe a cabeça e apenas escreva, como uma anormal, tudo já escrito desde o início dos tempos.

a dona, o trocador e eu

Publicado em coisas da vida, literatices por letícia féres em agosto 2, 2007

uma senhora se levanta da cadeira, no ônibus, e pára em frente à porta do motorista. dá o sinal. continua ali, paradinha. uma mão segurando a barra, a outra, a sacola. o ônibus pára no ponto como solicitado. alguns passageiros descem. eu fico olhando aquela mulher, seu calcanhar rachado naquela sandália preta. as veias grossas, saltadas, aparecendo na batata da perna de saia. a mulher usa coque. nenhum passageiro sobe. a mulher continua lá, imóvel. ô, dona! ô dona! não consigo desviar meu olhar. o ônibus arranca de novo. ô, dona! ô dona! ouço mais nitidamente e penso que nenhuma outra palavra, senão “dona”, poderia qualificá-la melhor; a voz tem razão. até a rachadura do calcanhar faz sentido naquela paisagem de dona parada em frente ao motorista. ô dona! ô dona!, percebo que é o trocador quem grita. ô, josimar! pára aí que a dona quer descer! o motorista pára. desce, dona! a dona, finalmente, desce. pois é, josimar, a dona ficou pangüando! pangüando, vê só! pode não! o trocador é perfeito. nenhuma outra frase para explicar o fato daquela dona não haver descido no ponto solicitado. a dona ficou pangüando, josimar! é a seqüência mais concisa que alguém poderia criar para explicar aquela situação: aquilo era impossível. a concisão eternamente almejada chega, assim, de forma tão prosaica? vou me esgueirando até o trocador para dizer-lhe, entre dentes: este conto é pequeno demais para nós dois, baby. saco o revólver, ele se afasta. desde então, sigo feliz. o trocador tenho sido eu.

narrativa b

Publicado em literatices por letícia féres em julho 19, 2007

com uma ou duas

(ou três)

 coisas de fábio e rené

 

ela era chave de cadeia. classuda, não dava no couro. seu leito de amor e morte, coberto por um lençol de seda branco e negro, seria, naquela noite, o tabuleiro perfeito para seu jogo de sedução. há anos conhecida por seu olhar impávido na hora de escolher a presa, jamais se furtava ao prazer de roubar os óculos de sol de suas amigas de praia, ricas e sem classe. foi por isso que os últimos vinte e quatro anos passou trocando olhares somente com a carcereira sapata daquele fétido pavilhão sete. usando seu vestido de crepe georgette importado, destoava do restante do grupo como sempre. esta, porém, era uma data especial: finalmente voltara à alta roda.

(segue)

novas diretrizes para a construção do livro

Publicado em coisas da vida, literatices, livro etc., poetazia por letícia féres em julho 2, 2007

I.

o fato de o livro não conter palavras, mas somente alguns pequenos milhões de borboletas que necessitam da inspiração – e expiração – do leitor para voar pode não ter alguma relação com a pintura de frida kahlo, as borboletas de minha infância ou com as pequenas alegrias que rondam a minha vida. pode ser apenas uma forma de dizer: relaxe! a vida é bela. vamos dançar uma polca? mas também é provável – é somente provável, não estou aqui para te dar certezas! – que tenha alguma relação com as proposições acima.

II.

o livro é feito a partir de um código de direito reencadernado de modo que nunca seja possível saber se um dia ele pertenceu a um advogado, a um jurista ou a caryl chesmann – o que, neste caso, faria com que o valor do livro aumentasse significativamente. e não é isso exatamente o que queremos, não é verdade?

III.

o modo como o miolo do livro foi cortado faz com que ele se assemelhe a um daqueles livros com fundo falso, usados em filmes de suspense e nos poemas de joan brossa. mas você não precisa ser uma personagem desses filmes para lê-lo. tampouco é preciso fazer mágicas como o catalão. apenas é necessário que você tenha bons pulmões. o motivo já lhe será revelado. reze, confie e espere.

IV.

se o fôlego tem fugido nas últimas semanas, é recomendável que você inicie um programa de condicionamento físico a partir de hoje. seria lastimável que sua leitura seja prejudicada por uma pequena falha de respiração. pessoas com enfisema pulmonar não estão aptas a ler o livro. fumantes farão uma leitura mais lenta. observe: não é necessário que você possua mãos. a existência de nariz e pulmões saudáveis, e de um amigo que posicione o livro sobre um lugar confortável, já é o bastante.

swimming pool

Publicado em coisas da vida, literatices por letícia féres em março 29, 2007

voce dizia algo de novo itinerário, beijo de lambida, mas eu mais nada podia fazer senao olhar a sola do meu sapato. estava tudo muito roto, é verdade. o extintor de incendio lançado ao chao, tocos de cigarro. aquele pedaço de haxixe que voce nao fumou. eu apagava e acendia as luzes todas, todos os dias, dia e noite. nao havia muito o que fazer com aqueles olhos abertos. suas dores nao haviam voltado, ao redor da cama seu corpo me enojava. nao contei, voce percebeu pelo tufo de cabelo que pendia de seus dedos. aquela viagem havia feito muito mal para o nosso desenvolvimento, voce me dizia, com seu tom intelectual, professoral, bestial. agora nada mais de olhos azuis e café da manha na beira da piscina.

dicas para um 2007 mais feliz

Publicado em literatices por letícia féres em janeiro 8, 2007

escreva no vidro traseiro de seu automóvel sujo a frase “lave-me or leave me”, de forma a evitar o contato de seu carango com frases chulas & anônimas, como “me lave, por favor!”

“o que é solidão essencial para você? o que vem a ser uma solidão povoada?”

Publicado em literatices por letícia féres em novembro 1, 2006

solidão essencial é um livro de milosz no dia de ano novo. fogos que se explodem, solitários, no céu. duas gatas arredias. lóri e frida. pés para cima na poltrona.

ou

a casa dormindo & você devorando camus antes do café da manhã de domingo.

ou

avidez da descoberta. excitação da poesia. waly, hilst, cesar, joão cabral, drummond, vian, celan, rimbaud, plath, bishop, blake. stela do patrocínio, muito bem patrocinada.

ou

nenhuma das anteriores. de frente para um panfleto de vidente. a nós descei divina luz/ o povo de deus também caminhava. cartaz de irmã cristina no poste. iluminada ohana resgatada no chão em plena afonso pena.

o ato de abaixar e pegar o papel amassado. lira da bahia no chão.

escrever rabiscar marcar sugerir pesquisar reler rascunhar explicar o texto as correções respeitando o estilo do autor e tendo em mente a norma culta escrita da língua portuguesa o dicionário normativo o manual de estilo da folha de são paulo

tudo aquilo que sua professora ensinou a você na quarta série

que as paroxítonas são acentuadas se terminam em n, ps, us, l, i, x, ão.

nada es lo que parece

Publicado em literatices por letícia féres em outubro 2, 2006
yo lo siento, pero no todo es lo que parece, y además este objeto ya era mío, en mi pensamiento. 

 

  

[depois dêem uma olhada nos trabalhos de chema madoz, por gentileza.] 

dois mórbidos numa noite de sábado

Publicado em literatices por letícia féres em setembro 4, 2006
     

1.

era bom voltar a respirar depois de ver removido um pulmão. a última lufada teria sido a mais prazerosa de sua vida, talvez. não fosse a enfermeira, que o observava tão atentamente, ser atingida pelo sangue.

 

2.

ela tinha cinco anéis e nenhum trabalho. perdia os dias a imitar as modelos de picasso. conseguiu, finalmente, ganhar um troco posando para um artista plástico iniciante. detalhista, ele não precisou de muito para seccionar o rosto da moça. em quatro partes, milimetricamente desproporcionais.

 

para o dia que você puder dar adeus aos seus alunos estúpidos e pedir demissão do seu emprego medíocre

Publicado em literatices por letícia féres em junho 26, 2006

seja um dos primeiros funcionários a entrar na escola. seja discreto. leve em sua mochila de professor uma mini-câmera e o melhor boneco de posto que seu salário ridículo puder alugar. instale a câmera e ligue o boneco.

se você quiser animar um pouco mais as coisas, coloque no som fausto fawcett dizendo “a fêmea camafeu”. vá conversar com a sua chefe e peça demissão.

 

depois do fim da aula, recolha o material e vá dançar uma polca.

prosa besta pra passar o tempo

Publicado em coisas da vida, literatices por letícia féres em janeiro 21, 2006
sinal fechado para pedestres. quem seria a encarnação da gertrude stein em pleno ano dois mil? se é que ela encarnou de novo. uma artista amável como ela já deve ter passado praquela outra dimensão, que ela não fazia a menor idéia de qual seria. e se fosse ela mesma a encarnação de gertrude stein? será? pensou assim: gertrude stein, como se fosse alemã. falou gertrude stein bem baixo com sotaque francês. depois tentou um inglês do arkansas, mas não colou. pensou no broche de coral de gertrude stein. era quase um trava-língua. o coque de gertrude stein. as comidas feitas por toklas. calor. o sinal não abria. o ateliê na rue de fleurus, vintesete. onde andará gertrude stein? começou a andar. e foi enquanto pensava assim, na voz de contralto de gertrude stein cantando um bolero, enquanto atravessava a rua, que um fusquinha azul, como a primeira fase de picasso, a atropelou antes que pudesse concluir qualquer raciocínio.
    

    

filólogos, exultem!

Publicado em escritos de outrem, literatices por letícia féres em setembro 30, 2005

O manuscrito inédito, “O Direito de Iryvir”, da escritora camaronesa Larangia Nh’agola, desaparecida em meados do século XVIII, foi encontrado, na tarde desta sexta-feira, no subsolo de um monteiro zen-budista, na Samoa Ocidental. Há indícios de que Nh’agola o tenha escrito durante o auto-exílio a que se submeteu – e sobre o qual só agora se teve notícia.- vi lá no site da folha de são paulo.

zoé ou não é?

Publicado em classificados, coisas da vida, literatices, livro etc., poetazia por letícia féres em setembro 27, 2005

essa bela fotinha aí foi roubada do blog longa viagem invernal, de cíntia frança.

a foto é de uma das partes de zoé, livrim que fizemos no ano passado e que foi exposto na IV mostra novos ilustradores, no início do ano.

veja lá as belas fotos da moça, lindos poemas e a mais nova tradução de um poema da anne sexton.

é mole ou quer mais?

LISTA #1

Publicado em literatices, poetazia por letícia féres em julho 18, 2005

MÚSICAS DO QUE NÃO SE DIZ

- correria de dunas
- rumor das folhas do desejo
- modo de estalar os dedos
- farfalhar de saias pelas escadas- retumbar de pedras e manadas
- lava borbulhando sob a terra
- minha cabeça já pelas tabelas
- tremor de pernas na Malásia

- esta espuma de silêncios arredios
- o mar que mói o vento
- palavra sônica de aviões
- relâmpagos ou harmonia para um olhar

vem aí

Publicado em classificados, coisas da vida, literatices, poetazia por letícia féres em maio 25, 2005

jacqueline blisset, a nova musa do verão.

ATAC

Publicado em classificados, literatices, poetazia por letícia féres em maio 24, 2005

Vista da nova sede da ATAC – Associação dos Trocadilhescos Anônimos Compulsivos.

Admitem-se novos socioeconômicos.

Av. Sinfrônio Broxado, 171 – Barreiro
Belorizontem – MG

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