onde andará dulce veiga?

exercício#1: “polir o voo mais que a um ovo”

Publicado em bololô, coisas da vida, livro etc. por letícia féres em dezembro 2, 2009

pra rebeca bolite


ela olhou com surpresa a apresentadora do noticiário: quem era aquela mulher para folhear de forma tão íntima aquele livro? falava sobre ele, como se aquele objeto lhe pertencesse inteiramente. tentou não se importar, mas dois dias depois – ou três dias antes? – lá estava o comediante gordo segurando aquele mesmo livro, sorrindo enquanto o passava ao homem a quem chamava autor – um jornalista com aparência distinta e moderna, de fala entusiasmada – e que acreditava que o livro fosse dele. ela pensou em ligar para a emissora, reclamar seu direito de posse, como um marido traído. por menos que gostasse daquele enredo e daquele estilo, aquele era seu livro, e ele estava nas mãos de um desconhecido: de um impostor. nas mãos de um leitor qualquer que jamais saberia a sensação de tocar as entranhas de um livro, percorrê-lo, preenchê-lo, cortá-lo, substituí-lo, conferi-lo página por página, linha por linha, palavra por palavra, letra por letra, ausência por ausência. ninguém ali naquele show de horrores regado a música e comentários pretensamente inteligentes e divertidos jamais havia sido tocado pelo desejo de se apoderar plenamente de um livro: ela sabia. aquilo que pairava suspenso, brilhando entre as mãos do comediante gordo e do autor, era a sua coisa sem defeitos, sem máculas, sem arestas. o objeto perfeito que faria feliz quem o tocasse, como um midas ao contrário: libertador. o objeto polido de devotado amor, que passara dias e dias deitado sobre aquela mesa, a sua, preparada diária e pontualmente para a desinfecção: as provas impressas em papel branco, o original em língua estrangeira, o lápis, a caneta, a borracha, o dicionário, o dicionário, o dicionário. no estúdio do canal 12, ela sabia que aqueles homens se enganavam, sorridentes: aquele livro jamais lhes pertenceria. aquilo ali, brandido, iluminado, era apenas um objeto cenográfico, imprescindível para a pantomima que eles continuariam encenando em outro canal, em outro dia.

a profundidade da superfície#2: fragmentos para meu irmão (exercício)

Publicado em bololô, coisas da vida, não macule minha faca por letícia féres em agosto 27, 2009

pro zé guilherme e pro julius

os olhos [tristes] do meu irmão

fecham[-se]/ fotografam[-se]/[em] todas as mortes

fechou [fecharam-se]/onde a vida pára e começa pára começa e ____________.

os olhos do meu irmão tocam

[a dor a alegria] [o que não é dor ou alegria]

onde já não há mais dentro fora dentro fora ____________

uma carne só vermelha enquanto gota

_______ transparente enquanto seca

os olhos do meu irmão não somente lágrimas

cortam demasiado fundo

[não o bastante para serem vistos]

cansaço

Publicado em bololô, coisas da vida por letícia féres em agosto 26, 2009

não sei se foi ana maria braga, via narcisa taborindeguy, ou maurice blanchot, via roland barthes, que disse que “Parece que, por mais cansados que estejamos, não deixamos de realizar a nossa tarefa, exatamente como é preciso. Parece que não só o cansaço não atrapalha o trabalho, como o trabalho exige isso: estar desmedidamente cansado.”

ando pensando muito nisso ultimamente. estou cansada de tal forma que a única coisa que não pode acontecer é as coisas permanecerem como estão. e o mais incrível – mágico, talvez – é que nesse fim de semana me deparei com dois filmes que me mostraram essa mesma sensação de cansaço tão intenso que torna-se algo criativo, criador.

engraçado é que no primeiro filme, american splendor, harvey peaker é um sujeito lúcido que fica tão impregnado de vida sufocante que nada mais pode fazer senão transformar aquele cotidiano estúpido em arte. mesmo sem desenhar, é ele que vai planejando o roteiro das histórias com bonecos de pauzinho, para que ilustradores cuidem do desenho bacaninha.

o outro filme é o mais estranho que a ficção, a que eu não canso de assistir. nele, harold crick é um cara sem ambições, inserido em uma rotina de pequenas manias, da qual ele é arrancado quando começa ouvir uma espécie de narradora de sua vida.

***

este texto (inacabado, sim), do dia 17/02/09, estava salvo na pasta de rascunhos do blog.  na época, resolvi escrevê-lo justamente porque eu estava chafurdada no cansaço, acreditando que só conseguiria que algo além brotasse dali se eu me dispusesse a fazer ALGO, que nem eu mesma sabia muito bem o que era. pois bem, fui fazendo tantas coisas – e tão desesperadamente – que do meu cansaço brotou uma vida nova no rio de janeiro. depois de quatro meses aqui, voltei a pensar nesses dois filmes e nesse rascunho, e resolvi publicar o post. mas agora tenho a sensação de ter voltado a uma rota da qual eu havia me perdido, sei lá, há uns 10 anos. e hoje o cansaço ainda bate - mais leve, porém. parece que agora, à beira dos 30, sei melhor onde estou, pra onde quero ir e onde eu posso ficar sem estagnar a força exuberante da vida. talvez eu  esteja meio cafona pra escrever. talvez esteja mística. imagino que alguém pense que isso é coisa de hippie. só posso dizer que estou feliz, mas não sem carregar o meu cansaço - embora hoje ele seja leve, não uma pedra que interrompe o caminho.

picando a mula I

Publicado em bololô, coisas da vida por letícia féres em março 24, 2009

é engraçado dizer para os amigos, “olha, vamos almoçar nesta segunda, porque na outra já não vai dar.” engraçado pensar que eu não vou mais ter notícias daquele livro que tenho cuidado com tanto carinho e que eu queria acompanhar direitinho até a saída para a gráfica. não vou mais ouvir o diagramador dizer “vai dar tudo certo para nós” e soltar aquela gargalhada em seguida. não vou passar na sala do julius pra ganhar um abraço no auge do estresse da tarde.  nem vou esperar ver a moça do restaurante do ICB levantar o rosto sorrindo após pesar meu prato, só porque gosto de olhar e confirmar que a maneira como ela faz a sobrancelha a torna parecida com uma escultura de umbanda. não vou mais ver os jatos de água da lagoa da pampulha e pensar que é iemanjá dando bom dia, nem vou olhar pra pista do aeroporto, pensando que daqui a pouco sou eu que já vou indo. porque daqui a pouco serei a que já está lá. é engraçado, há alguns meses tenho me preparado, mas, por melhor que seja, é sempre triste dizer adeus.

um pássaro que moverá as asas

Publicado em bololô, coisas da vida, escritos de outrem, joan brossa, sobre poesia e literatura por letícia féres em março 11, 2009

pistolapoema

“pistola”, joan brossa

contos“contos”, joan brossa

hoje uma amiga escreveu pedindo indicações de poemas objetos, e eu só consegui me lembrar dos objetos do brossa. acho que ele foi realmente um artista combativo, lúdico e delicado. e acho que ele ilustra bem o que eu entendo por poeta – e poema.

a primeira vez que soube da existência do brossa foi em uma revista cult que comprei em 98 – a primeira que vi. a capa era linda, uma imagem do brossa, mas comprei principalmente pela matéria sobre o reedição dos livros da ana cristina cesar pelo instituto moreira salles – e foi meu primeiro contato com a ana cristina cesar também. antes, só a conhecia de relance, num poema do  drummond, que li na agenda da tribo (letícia féres denotando idade), dedicado a ela. mas isso é assunto pra outro post.

voltando ao brossa: mesmo depois de ter visto várias coisas dele, esses poemas que coloquei aí em cima são os que mais me tocam até hoje e que me dão algum alento para viver neste mundo cada vez mais violentamente absurdo. o primeiro por apresentar o poema como arma; o segundo, por transformar a escrita em serpentina. mas isso também dá outro post…

bom, além desses, tem este aqui, “poema”, que coloco a seguir:

POEMA

A Pepa

É verdade
que não tenho dinheiro
e evidente que a maioria das
moedas é de chocolate;
mas se você pega esta folha,
dobra de comprido
em dois retângulos,
depois em quatro,
faz então um vinco
em diagonal nas quatro
abas e separa
em duas partes,
obtém
um pássaro que moverá as asas.

o tradutor? hum…

será que foi o ronald polito?

***

engraçado é que ultimamente tenho me lembrado muito desse poema, mas o tenho lido de forma diferente do que há alguns anos. minha leitura anterior o via como uma escrita que passa a ser o desenho de um objeto, como se o poema fosse se realizando como uma escultura verbal que, ao fim, ultrapassasse os limites do papel, transcendendo-o. hoje penso que, além disso, esse poema é quase um conselho de vida: não importa o que aconteça, e não importa que nada aconteça, apenas faça o que é preciso, pois isso lhe dará asas. a libertação também é do sujeito que escreve e que lê, não apenas do objeto que é criado por ele.

e vocês, o que acham?

eu sou freelance

Publicado em bololô, coisas da vida, samba e canção por letícia féres em março 1, 2009

ok, empolguei com músicas que tematizam a liberdade. até queria parar de postar tantos vídeos, mas acabei me lembrando do grande hit que me acompanhou a infância: “eu sou free”, do grupo sempre livre, formado apenas por mulheres. depois eu é que sou infame…

mas a alegria de hoje foi descobrir que uma das autoras da letra é patrícia travassos, antes de deixar a numerologia entrar em sua vida. eu realmente adoro o descontrole da patrycia travassos apresentando o programa alternativa saúde, toda feliz, gorducha, fazendo perguntas desconcertantes, do tipo: “você lê jornal, vê t.v.?” pra uma monja que explicava como se mantinha tranqüila entre os humanos. acho que a travassos dá uma dose de autenticidade (lê-se “descontrole”) ao programa.

bom, mas é para você, amiga leitora, moderna, plural e freelance, que dedico esta música lianda:

e eu que passei anos confundindo “eu sofri” com “eu sou free”

e “sempre free” com “set me free”…

nem precisa de freud pra explicar. é o chamado bololô.

“pelé tem cheiro de amor”

Publicado em bololô por letícia féres em fevereiro 27, 2009

é como diria wando: “se todo mundo falasse que joelho é peito, todo mundo ia tapar”

esse é um país que vai pra frente hohohohoho

vi lá no teleférico

chora, cavaco

Publicado em bololô, coisas da vida, samba e canção por letícia féres em janeiro 24, 2009

essa música me lembra minha extinta casinha na aimorés 331 (beverly hills 90210?) com daniel e josy… e pensar que aquilo foi um dos inícios de tudo aqui em bh. quando ouço essa música não lembro exatamente de namoros e de amigos daquela época. é mais uma sensação de vida limpa e branca à minha espera.

20 anos de novo? ai jesuis.

Sorte de hoje: O segredo da criatividade é saber como esconder suas fontes

Publicado em bololô, coisas da vida por letícia féres em janeiro 8, 2009

religare

Publicado em bololô, coisas da vida, escritos de outrem por letícia féres em dezembro 10, 2008

autoretrato

autorretrato con collar de espinas y colibrí, 1940

religare é nome de incenso, né? mas quero dizer é que nos últimos dias tenho me reencontrado com imagens que eu não acessava fazia tempo e junto a isso parece que vou retomando minha história. é meio maluco tudo isso, mas às vezes a gente vai se esquecendo do que é e do que veio fazer aqui – e é preciso muita atenção, muito foco pro negócio não descambar de vez. acho que entrei num nível de estresse tão grande nesses últimos tempos que a única coisa que eu podia fazer era respirar e voltar a lembrar quem eu sou e a potência do que serei. parece que consegui reencontrar o caminho.

a reprodução do quadro da frida kahlo não é uma ilustração do “meu eu profundo”, por favor. tem mais a ver com as imagens que eu não acessava fazia tempo, e acabam me transformando em quem eu sou. ou serei, vá lá.

bom, outra imagem que voltei a acessar é o vídeo de martha rosler, semiotics of the kitchen, de 1975:

era o medo o

Publicado em bololô, coisas da vida, livro etc. por letícia féres em dezembro 8, 2008

acho ótemo o texto no site da cosac naify que explica o procedimento para envio de originais, leia aqui.

se um autor resolver ligar pra lá, pra conferir se os originais chegaram, o que será que acontece? tenho a impressão que a secretária entra na sala do charles cosac e aperta por ele o botão que enviará por sedex 10 uma bomba biológica (mofo de livro do século XV) direto na casa do autor, com a mensagem:”cale-se para sempre, insolente!”…

um pouquinho delicadeza não faz mal a ninguém, né não?

chocolate jesus

Publicado em bololô, coisas da vida por letícia féres em dezembro 2, 2008

agora chocolate jesus não é só música do tom waits! vejam o site da empresa gold jesus, que está fabricando jesuses em chocolate. destaque para a fábula de natal, na página de abertura do site, que explica como papai noel foi tomando o lugar de jesus.

segundo o G1, igrejas na alemanha estão criticando a empresa: “É horrível que Jesus seja embrulhado em papel dourado e vendido em meio a coelhos de chocolate, pingüins comestíveis e pirulitos”, disse Aegidius Engel, porta-voz do acerbispado de Paderborn. ‘Isso está arruinando o símbolo de Jesus’.”

mas como bem lembra gold jesus, a deles é apenas mais uma forma de inserir o filho do homem na nossa mesa (ui). e penso aqui, olhando para minha nossa senhora de bala de goma: talvez essa seja o melhor jesus para os vegetarianos, não?

aproveito este momento de heresia e muita confusão para indicar um site que eu freqüento há anos: jesus dress up! (quem me mostrou, nos idos de nãoseiquando, foi o alisson).

o que é bololô

Publicado em a realidade essa fanfarrona, bololô, coisas da vida por letícia féres em outubro 7, 2008

Homem é algemado por abraçar policial “carente”

Ele simplesmente concluiu que autoridade precisava de um abraço.
Oficial da cidade de Iowa pediu para homem se afastar, mas não adiantou.

- materinha do G1

como diria Fafá de Belém, queria saber quem é o encarregado de selecionar os fatos, separando as notícias normais das bizarras… como eles conseguem? será que tem curso pra isso?

as vacas

Publicado em bololô, poetazia por letícia féres em setembro 18, 2008

para lenise e seus nimbos

de uns tempos pra cá, o que não era livro jogava-se para fora, pela janela. eram os livros agressivos que se empilhavam pelas paredes, como espiassem o visitante secreto que chegaria, para de pronto o atacar. ali, os livros eram vacas violentas amontoadas no topo do pasto, dormindo de olhos abertos, errando, imóveis, enquanto chuva não havia. as páginas brilhantes dos livros de gravura abertos quadruplicavam a luz do sol e alvejavam a vista. enquanto a chuva chegava, a combustão dos livros explosivos alimentava a casa, gelava a geladeira, esquentava a bateria do multi-processador. alagados, os recipientes na cozinha boiavam, organizados por rótulos que levavam o nome dos papéis em pasta que continham. de uns tempos pra cá, eram as vacas amarradas aos estábulos que preparavam o alimento fibroso dos cegos. sem melhor a fazer, eram as vacas que se deitavam nas ilhas de livros a perder as horas degustando combinações melhores ou inferiores. do papel bobina ao papel arroz, somente as vacas não se furtavam ao prazer de mastigar mastigar mastigar aquilo que agora só os peixes liam.

acertei na quina

Publicado em bololô, coisas da vida, livro etc. por letícia féres em setembro 3, 2008
ultimamente tenho me sentido em uma gincana da qual participo sem saber o prêmio que posso ganhar. ou até sei, mas o nível das tarefas vai aumentando de forma tão rápida que começo a compreender que projeção aritmética realmente não tem nenhuma relação com josé de arimatéia. recebo ordens como: encontre o grupo de teatro grego da faculdade de… não sabemos o número da sala. não temos o número de telefone, não sabemos o nome das pessoas. apenas encontre o maldito grupo e pegue o cd. ninguém sabe do cd. ninguém nunca ouviu o cd. nem a autora do livro ouviu o cd completo. o menino que gravou o cd viajou. foi pra paris e deixou um cd dentro da gaveta desarrumada do criado-mudo, provavelmente aquela última gaveta desarrumada que ele jamais vai se lembrar qualquer dia de procurar alguma coisa nela. porque o criado-mudo que contém a gaveta foi retirado do quarto e colocado em espaço pouco nobre na despensa, ao lado de livros e mais livros que vão se empoeirando, sabão em pó, material de limpeza, e o cd sem as faixas mixadas está lá dentro do fundo daquela gaveta desarrumada no canto do quarto da empregada que não mora lá. o teatro grego da faculdade de… existe num desses cantos empoeirados da faculdade de…. a professora responsável pelo grupo de teatro grego da faculdade de… inexiste. e eu por vou horas e horas subindo e descendo escadas, o elevador está estragado hoje, é claro, e ninguém vai imaginar que poucas horas depois era um paralítico que se matava ali no quarto andar, do outro lado daquela porta onde você bateu, bateu, bateu – não era a porta do céu, mas você continuou batendo, porque não tinha outra coisa a fazer senão bater. e como não era dia nem hora de bater na porta ninguém te atendeu. na verdade nem é isso que importa. a próxima ordem do dia, passada por baixo daquela outra porta atrás da qual você se esconde para ver se eles desistem de você: encontre a autora desta foto. dela apenas temos nome e sobrenome. ambos são fictícios. as listas amarelas, as telelistas, a polícia federal, ninguém sabe o nome verdadeiro da autora desta foto. você tem como missão encontrá-la e pedir a ela o obséquio de nos ceder esta imagem, tão bonita, tão sincera, tão original que vai pra capa de um livro de título impronunciável. e então sou eu quem me aventuro pelas ruelas de uma cidade estranha. coloco bilhetes por baixo das portas. ligo para pessoas desconhecidas e pergunto: “como vai? será que posso falar com a…?” e não sei pronunciar o nome dela. é um nome que não existe. se ela se chamasse raimundo seria uma moça esquisita, o cabeção diria. tento rabiscar algum nome conhecido. olho pra imagem e penso: isso é coisa de… mas é impossível. nada a fazer por enquanto senão encostar a cabeça na quina dessa maldita pilha de livros que me espeta a costela e rouba meu ar.

sorte de hoje

Publicado em bololô, coisas da vida por letícia féres em setembro 1, 2008

nada a fazer senão encostar a cabeça na quina dessa maldita pilha de livros que te espeta as costelas e rouba seu ar

borges e quem mesmo?

Publicado em bololô, coisas da vida por letícia féres em agosto 28, 2008

mão de borzes em izumo, zapão. 1983.

em comum com borges eu tenho o signo do zodíaco. dia 24 de agosto foi aniversário dele, mas quase ninguém se lembra de aniversário de morto – ainda mais de escritor morto há menos de cem anos.

a foto da mão de borges em izumo eu peguei aqui, um site ótimo sobre o escritor argentino, pra gente celebrar os 100 anos de imigração japonesa, 109 anos de nascimento de borges e os meus módicos 29 aninhos que ainda estão por vir.

ainda bem que desisti de ser poeta & escritora, não morri e posso eu mesma lembrar meus amigos e parentes de comemorar meu aniversário em vida, dia 07. sorte para poucos!

segundos de sabedoria

Publicado em bololô, coisas da vida, escritos de outrem, livro etc. por letícia féres em agosto 6, 2008

“…os livros (assim como as pessoas) saem com erro. relaxa.”

firula

Publicado em , bololô, esculhambo, poetazia por letícia féres em agosto 2, 2008

“provérbios do inferno”, de william blake: minha voz com efeitinho tosco de jesus do programa voice candy. e também blake na versão voz de esquilo!

um dos melhores momentos “vergonha alheia” do cinema

Publicado em bololô, cinema, samba e canção por letícia féres em julho 25, 2008
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