onde andará dulce veiga?

olhos com laser (samba-canção)

Publicado em escritos de outrem, piores poemas por letícia féres em março 28, 2009

No teu rosto senti o desfecho
Quis acordar, mas já tinha perdido o eixo.
Como um gato pardo, lancei-me ao mundo
Dormi, sonhei e tornei-me moribundo.

Na centelha de tua orelha te vi sorrindo.
Penteei com garfo o cabelo e te vi mais lindo.
Subi no monte de Vênus e encontrei Raimundo -
Tava imundo, mas sorriu-me profundo.

Dos arcos da Lapa surgiu uma nave
e desceu uma mulata chamada Conclave.
Do fundo dos olhos dela te vi num momento
e você demonstrou ser muito ciumento.

De teus olhos no mesmo segundo surgiu um muro
não quis enxergar, mas percebi tudo escuro
Mais negro que os olhos de Etti Fraser
Feriu, machucou, como um feixe de laser.

***

esse poema raquel (medeiros, quer dizer, sinval) e eu fizemos numa noite de cervejas e conversas na cantina do lucas. =)

planos pra 2009

Publicado em coisas da vida, piores poemas por letícia féres em janeiro 12, 2009

escrever uma canção de gesta que começa e termina assim:

“todo poeta que se preze precisa escrever um poema épico.

o complexo de épico, do qual nos fala tom zé.

desculpe a falta de ritmo.”

au au au! viva a bienal!

Publicado em piores poemas, sobre poesia e literatura por letícia féres em dezembro 22, 2008

beauvoirenrose21

essa foto (da lu, com avacalhações minhas) é o registro do meu encontro com a grande simone de beauvoir na noite de entrega dos prêmios da bienal dos piores poemas em homenagem ao centenário de nascimento da escritora francesa.

bom, a bpp6 foi o que podemos chamar de bienal do vazio, seguindo a tendência atual. porém, mais importante do que a quantidade de pessoas que presenciou o evento é a energia renovadora que a bienal sempre traz. acho que agradeço em toda edição da bienal à ione de medeiros, diretora do G.O.M., por continuar a promover esse evento.

trechinho do discurso de abertura da bienal:

“Porque a BPP? É o que todos se perguntam. E esta é uma boa pergunta! No entanto responder a ela seria o mesmo que confabular com as regras das academias as quais questionamos! No máximo poderíamos dizer: Por que a BPP? Porque sim. Do contrário teríamos dito: Porque não. E nada disso estaria acontecendo. A realidade deste fato por si só já não explicaria tudo? Mas não queremos frustrar totalmente o desejo de uma justificativa que, naturalmente se manifesta no nosso interlocutor. A título de colaboração poderíamos dizer que na base de tudo isto está aquilo que definiríamos como: o conceitual pairando sobre e contra qualquer tentativa de boicote a esta iniciativa por parte de incautos que sobrevivem mergulhados nas águas culturais de referências legítimas, outorgadas por instituições ditas oficiais e conseqüentemente totalmente merecedora de crédito, igualmente o-fi-ci-al.”

nesta edição não concorri com nenhuma parceria com a lu, e rogéria, poema que fiz com a cindy, não ganhou sequer uma menção honrorosa… mas o bom de não ganhar a bienal é justamente isso: saí de lá com a sensação que esse é um dos  poemas melhorzim que tá tendo =)

au au au viva a bienal – é hoje!

Publicado em classificados, piores poemas por letícia féres em dezembro 19, 2008

A 6ª Bienal dos Piores Poemas promovida pelo Grupo Oficcina Multimédia tem como tema “A mulher fala”, numa homenagem ao centenário da escritora Simone de Beauvoir, pensadora brilhante que abriu espaço para grande parte das conquistas femininas em todas as áreas. Nesta edição, a BPP6 recebeu poemas de homens e mulheres que se inscreveram com um pseudônimo feminino e que foram avaliados por uma banca de profissionais e um júri popular.

Todos os poemas inscritos na 6ª edição da Bienal dos Piores Poemas estão disponibilizados no site www.oficcinamultimedia.com.br/bpp6.htm. A entrega dos prêmios acontecerá no dia 19/12, sexta-feira, no Museu Inimá de Paula. Veja detalhes a seguir.

PROGRAMAÇÃO

18h – Abertura

+ Varal de Poesia – Exposição de todos os poemas inscritos na 6ª BPP + espaço para o público escrever e exibir o seu pior poema

+ O Café Kahlúa Inimá permanecerá aberto durante o evento.

19h às 20h – Haverá uma programação especial para visitação à Exposição do Acervo Permanente do Museu Inimá de Paula -”Noite estrelada”, quando todas as luzes do museu se apagam e apenas as obras do pintor Inimá de Paula ficam iluminadas.

A partir das 19h30 haverá a exibição de vídeos produzidos pelo Grupo Oficcina Multimédia para a Bienal dos Piores Poemas.

1- Retrospectiva Bienal dos Piores Poemas (1998-2008)
2 – Minas, sem vergonha – Vídeo sobre o que é a Bienal dos Piores Poemas
3 – Café com Bolovoir – Vídeo sobre Simone de Beauvoir homenageada na 6ª BPP

20 h – Cerimônia de Entrega dos troféus e leitura dos poemas premiados

21h – Encerramento

SERVIÇO

Data: 19 de dezembro de 2008 (sexta-feira)

Horário: 18h às 21h

Local: MUSEU INIMÁ DE PAULA

Rua da Bahia 1201, esquina de Álvares Cabral.

Belo Horizonte/MG

Ingresso: R$ 2,50 – Preço Único

info 3213-4320 / 3222-9798 / 8809-9792

bpp6@oficcinamultimedia.com.br

“brasileiras, sejam brasileiras”

Publicado em classificados, coisas da vida, piores poemas por letícia féres em dezembro 7, 2008

foi o conselho dado por simone de beauvoir em sua primeira visita a belo horizonte, para comemorar seu centenário. vejam o registro dessa conversa regada a chá e sotaque mineiro. notem como simone está sacudida!

as inscrições de poemas para a bienal já se encerraram na sexta-feira. até o dia 15 podemos escolher no site do G.O.M. o poema que ganhará o prêmio do júri popular.

a bienal dos piores poemas VI – a mulher fala, acontecerá no dia 19 de dezembro, das 18h às 21h, no museu inimá de paula. entrada: R$ 2,50. os interessados poderão participar vestidos a caráter representando um personagem feminino importante da história universal, o G.O.M. manda avisar.

o papel do amor

Publicado em piores poemas, tosquerias por letícia féres em maio 18, 2008

nós, duas metades de A4
que jamais se encontram
por terem se transformado
definitivamente em A5

***

e é da lu a cantada barata a 1,99 na papelaria (pra não fazer papelão): “Quer ser a metade do meu A4, beibi?” (tão luxo que eu deveria ter escrito que é daslu…)

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