onde andará dulce veiga?

orai, pecadores

Publicado em a realidade essa fanfarrona, sobre poesia e literatura por letícia féres em agosto 16, 2010

vamos aí fazendo as contas, moçada, porque ainda há tempo. é a poesia medieval nos proporcionando mais tranquilidade na vida pós-pecados terrenais.

via carolina leal

dulce casa

Publicado em a realidade essa fanfarrona, coisas da vida por letícia féres em março 8, 2010

depois de um ano tentando realizar o sonho da casa própria, enfim o sonho acabou, transformou-se em realidade com o pagamento do primeiro aluguel e com a chegada de uma cama nova. o próximo passo é colocar redes nardoni na janela e trazer a ana.

como estou numa vibe dona de casa, querendo deixar tudo lindinho o quanto antes, deixo aqui um top five – produtos e serviços que ajudaram meu lar ficar mais doce, e espero com isso poder ajudar alguém também =)

  • em quinto lugar: jornal balcão: aqui no rio é muito fácil encontrar coisas usadas e em boníssimo estado no jornal balcão. exemplo disso foi minha cadeira lindíssima que custou 1/5 do que custaria nova… e, não sei se dei sorte, todas as pessoas com quem tratei eram ótimas.
  • em quarto: gavea garage sale: o site é gerenciado por duas decoradoras e, pelo que pude saber, é superindicado por decoradores e arquitetos daqui do rio. é uma espécie de jornal balcão somente com produtos de bom design. dá pra ver pelo site se o produto tem algum problema, é realmente ótimo. compramos um sofá-cama lindo em perfeiro estado por um preço sensacional.
  • em terceiro: seu carlão – 9712-6230: ele é grande, forte como o shrek e tem uma cara de MUITO bonzinho. ele fez a nossa mudança e depois disso fez vários outros fretes com pequenas coisas que fomos comprando aqui e ali. ele realmente é muito bonzinho e cuidadoso com a mudança. o seu carlão só não carrega prancha de surfe e violão, que são coisas muito delicadas, pois sim!
  • em segundo: super-rodo absorvente importado: sim! ele é um super-rodo, minha gente! estou apaixonada pelo bendito! não preciso falar nada sobre ele, porque o video faz isso por mim (ô se faz!):

  • e em primeiríssimo lugar: sr. ulisses! – 8818-7921: encontramos o sr. ulisses ao fazer uma busca no google por “faz tudo rio de janeiro” e respondemos sim a todas as perguntas que ele fazia:

TEM MEDO DE MEXER COM ELETRICIDADE?
É TODO ENROLADO(A) PARA FAZER DETERMINADO SERVIÇO?
NÃO TEM TEMPO E “VAI ACUMULANDO” SERVIÇO?
NÃO TEM FERRAMENTA ADEQUADA?

após um orçamento, fechamos três pacotes de serviços por preços bem amigáveis. e ele é realmente tudo o que coloca na página: gente-boa, bem-humorado e resolve “de um tudo”, como se diz lá em minas. e como se não bastasse, ele é caprichoso e organizado.

foram me chamar

Publicado em a realidade essa fanfarrona, escritos de outrem por letícia féres em julho 25, 2009

eu ‘stou aqui, o que é que há?

a origem da gripe do porco

Publicado em a realidade essa fanfarrona, coisas da vida por letícia féres em abril 29, 2009

origem-da-gripe-suina

foi a lu moreno querida que me mandou essa foto. adorei… haha

tô valendo mais aê!

Publicado em a realidade essa fanfarrona por letícia féres em abril 21, 2009

quanto vale o show?

Publicado em a realidade essa fanfarrona por letícia féres em abril 21, 2009

eu valho $3515.
eu tenho só 35% de chance de sobreviver a um apocalipse zumbi.
eu sou 59% geek e tenho 80% de chance de ser sinestésica.
eu posso sobreviver 60 segundos no vácuo e 159 dias trancada na minha própria casa.
meu corpo poderia alimentar 7 canibais e eu passaria em uma aula de ciências da oitava série dos eua com nota B-.
eu poderia vencer 9 crianças de 5 anos numa luta e 11 velhinhos de 90 anos.
eu não sei como vivi até hoje sem saber disso.

 

- comentário da juliana coelho no a lot of coisas

que saudade de você

Publicado em a realidade essa fanfarrona, coisas da vida, samba e canção por letícia féres em abril 15, 2009

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maria da consolação tenta se enturmar no leblon

ontem eu estava cozinhando – longe da maravilhosa cozinha de rené – e ouvindo a sensacional seleção musical feita por flávia e fred pra minha partida/chegada/morada. uma das coisas que mais me impressionou foi a pegada roquenrou-bailinho de posto dessa baladinha que está lá no dipindura pra ser ouvida (é só clicar). ela é a música que encerra o cdzinho… e o legal é que a melodia dela também dá uma sensação nostálgica na gente (isso é que é tradução intersemiótica!)..

quis colocar uma imagenzinha no post e me lembrei que o pessoal anda pedindo notícias… aí resolvi matar dois coelhos com uma caixa d’água só: aproveito para apresentar a vocês maria da consolação, animada cicerone da minha primeira semana na cidade maravilhosa. hoje, é claro que ela não liga mais. talvez esteja ocupada, em alguma festinha no edifício chopin, com glória maria e narcisa.

bom, mas chega de rancores, que meu coração não nasceu pra isso. vejam só: no feriado, fomos ao projac, e maria consolação teve um momento comadre com a meiga e eterna gabriela:

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maria da consolação diz: “ameega!”

e, claro, não poderia deixar de ser registrado o encontro de consolação com a musa heleninha, a legítima, i.e., a única que cai do salto, mas não solta as tiras:

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maria vive momentos de tensão com heleninha

* maria da consolação foi meu prêmio off bienal dos piores poemas 2006. na verdade, ele me foi cedido gentilmente por rafael alvarenga – aquele que talvez jamais mande notícias.

folha, explica?

Publicado em a realidade essa fanfarrona, livro etc. por letícia féres em março 15, 2009

Gente,

Venho por meio deste post fazer a linha “leitores do Globo” e propor que a Folha de S.Paulo invista mais e mais em sua série Folha Explica porque ainda tem muita coisa que eu preciso entender.

Primeiras propostas:

- Criação da categoria Celebridades. Iniciando a série com Folha Explica Elke Maravilha.
- Criação (para ontem) da categoria Música. Apostando em artistas relevantes por sua incompreensibilidade com títulos como Folha Explica Preta Gil, Folha Explica Michael Jackson, Folha Explica Locomia, Folha Explica Amy Winehouse, Folha Explica Yoko Ono.
- Ampliação da categoria Comportamento com a criação da subcategoria Auto-ajuda ou Bem-estar (Folha, Explica), lançando ao mesmo tempo 5 títulos para se firmar logo no mercado. São eles: Folha, Explica Esse Vazio; Folha, Explica Essa Angústia; Folha, Explica Meu Cabelo; Folha, Explica Minha Mãe; Folha, Explica Isso Tudo.

“Obrigada à gerência”

post inteiramente copiado da cindy

hebe: do colar ao pênis

Publicado em a realidade essa fanfarrona por letícia féres em março 14, 2009

acho que esta foi a melhor notícia da semana: o roubo, no aniversário da hebe, de um consolo que estava pregado em uma almofada da casa da apresentadora.

a segunda melhor notícia foi esta, uma errata da nota que deram sobre o roubo do pênis de borraca da hebe, mostrando que a realidade é, sim, uma grande fanfarrona: o erro nem sempre é o mais óbvio.

e depois disso só me resta perguntar: literatura para quê, meus deus?

ana cristina cega

Publicado em a realidade essa fanfarrona por letícia féres em março 11, 2009

anacristinacegakatiacega

a gêmea má e a gêmea boa

separadas no nascimento, né não?

“os modernos preferem o plural”

Publicado em a realidade essa fanfarrona por letícia féres em fevereiro 18, 2009

vi essa frase na gramática hoje. quase um ready-made, né? enxertaram lá uma frase de erika palomino. ou seria do mussum?

***

pensando bem, como pensou rené, essa frase tem a mesma estrutura que as seguintes:

os homens preferem as loiras.

as mulheres preferem os carecas.

os americanos preferem peito.

os brasileiros preferem bunda.

bartleby would prefer not to.

Dito popular

Publicado em a realidade essa fanfarrona, coisas da vida por letícia féres em fevereiro 17, 2009

Entreguei pra Deus e ele devolveu com dúvidas para o autor.

grito de carnaval dulce veiga

Publicado em a realidade essa fanfarrona, escritos de outrem, samba e canção por letícia féres em fevereiro 16, 2009

alô, nação pré-carnavalesca!

chora cavaco!

vamos esquentando os tamborins pra mais um tradicional grito de carnaval dulce veiga:

bombrileza

lavô eu
lavô eu
e agora eu tô limpinho
usou sabão de coco
e ainda me passou talquinho

ô lavô eu!

 

e a versão é da juliana perdigão,

acessada via negrão (ui)

 

1ª nota de cansaço do ano (férias, onde você se esconde?): vamos lá, leitor amigo. ânimo! faça de conta que ainda não se cansou de todos os anos encontrar o mesmo grito de carnaval. finja que estamos nos inserindo em uma tradição: é mais nobre.

como um dia de domingo

Publicado em a realidade essa fanfarrona, , maculações precoces, sobre poesia e literatura por letícia féres em dezembro 14, 2008

julius: eu tava no taxi, rádio bhfm, good times, a voz disse um poema do carlos drummond para introduzir marisa monte, “beija eu: me beija’”

eu: vem cá: o cara usou um poema do drummond pra introduzir a música?
adorei
haha

julius: sim
o poema terminava com a palavra beijo
um poema curto
bunito

julius: e achei tão bonito e brega

eu: kkkkkk
haha

julius: vou postar esse tbm
kkkk

eu: eu tb vou
haha

e com vocês, queridos ouvintes:

O mundo é grande

O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade

o que é bololô

Publicado em a realidade essa fanfarrona, bololô, coisas da vida por letícia féres em outubro 7, 2008

Homem é algemado por abraçar policial “carente”

Ele simplesmente concluiu que autoridade precisava de um abraço.
Oficial da cidade de Iowa pediu para homem se afastar, mas não adiantou.

- materinha do G1

como diria Fafá de Belém, queria saber quem é o encarregado de selecionar os fatos, separando as notícias normais das bizarras… como eles conseguem? será que tem curso pra isso?

mentira de pescador loser

Publicado em a realidade essa fanfarrona por letícia féres em setembro 4, 2008

sabe nem contar vantagem…

E foi com a vara cor-de-rosa da Barbie, presente dado à pequena Alyssa no último Natal, que Hayes pescou o maior peixe-gato da história do estado americano da Carolina do Norte.

daqui

palavra do dia

Publicado em a realidade essa fanfarrona, escritos de outrem por letícia féres em junho 18, 2008

Em 18/06/08, julius escreveu:

Palavra do Dia:
TESTEMUNHA

Ontem foram ouvidas nove testemunhas de acusação do caso Isabella. “Testemunhar” vem do latim “testemoniare”, derivado de “testis” (“depoimento, prova”). Curiosamente, também vem daí a palavra “testículo” (etimologicamente, “pequena testemunha”). Uma explicação para isso é que as crianças do sexo masculino “testemunham” o sobrenome do pai para as futuras gerações. Outra é que os testículos são “testemunhas do ato sexual”. Por fim, há quem diga que, nos tribunais Antigüidade, prestava-se juramento levando a mão direita aos… testículos – um péssimo hábito, felizmente caído em desuso! Em espanhol, aliás, “testigo” também serve para designar tanto a testemunha quanto o testículo.

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os escombros do amor

ele colecionava canivetes e delicadezas. ela, antiguidades e amores. o dia do casamento foi marcado segundo a tradição do país: depois de colhida, a lâmina de uma ameixeira de qianxi foi guardada pela noiva por sete dias, junto ao peito. no oitavo, a madeira foi entregue ao noivo, que, junto com parentes, em ritual jamais revelado a ocidentais, escolheu a data perfeita. foi ele mesmo que entregou à noiva o melhor canivete que jamais tivera, para que ela retirasse a fina lâmina orgânica que os levaria ao dia da suprema felicidade conjugal. ela colheu a madeirinha como mandavam os antepassados chineses: imagens puras povoavam sua mente enquanto o fio cortava a árvore, delicadamente. tudo isso era o que ela se lembrava enquanto uma fina película de pó-de-arroz cobria a rudeza do mundo. “ó, a beleza do amor!”, gritava a avó no altar. mas era apenas a igreja que desmoronava sobre eles.

- é tudo verdade. cliquem aqui.

Casal de chimpanzés reata “namoro” após briga por iogurte

Publicado em a realidade essa fanfarrona, bololô por letícia féres em junho 6, 2008

Eles estavam brigados há um ano.
Inexperiente, o macho não consegue agradar a fêmea, diz especialista.

- matéria completa no G1.

que mistérios tem clóvis bornay?

Publicado em a realidade essa fanfarrona, escritos de outrem, samba e canção por letícia féres em maio 14, 2008

“Confesso que esperava um Clóvis Bornay pernóstico, fútil, antipático. Para a minha agradável supresa encontrei um Bornay que fala com simplicidade e com amor de suas coisas, usando a sinceridade quase ingênua de quem não tem por que ser atacado. Só uma coisa me irritou: fez-me esperar no Museu Histórico Nacional e depois foi diretamente para a casa dele, sem uma explicação sequer. Controlei meu mau humor no meu contato com um dos maiores, se não o maior carnavalesco de todos os tempos. O mais curioso é que nem se pode chamá-lo de ‘carnavalesco’, uma vez que ele não brinca no carnaval: ele se mostra. Mas, enfim, carnaval é carnaval e vale tudo.

- Desde quando começou a se interessar pelo carnaval?

- Acho que logo após o nascimento: nascido no auge de um carnaval, lembro-me depois que, ainda no colo, os mascarados me apavoravam. (Essa lembrança deve ser posterior, pois Bornay não poderia, como disse, guardar memórias de logo após o nascimento.)

- E como passou do pavor ao amor?

- Ao perceber que os mascarados eram pessoas amigas e alegres. E passei a amar o carnaval, participando dele desde a infância.

(…)

- Se eu quisesse me fantasiar no carnaval, que fantasia me aconselharia a ter?

- Espere, espere, já estou sabendo, estou só pensando no nome. Achei. É ‘Firmamento’. Seria uma túnica de renda negra cravejada de estrelas de brilhantes. Na cabeça a meia-lua e numa das mãos uma taça de prata derramando estrelas;

- Não há mulher que não fique linda vestida assim. (…)

- Imagino que o ano inteiro você vive pensando nos três dias de carnaval. Acertei?

- Não. Porque o maior amor da minha  vida é o Museu Histórico Nacional onde exerço a função de museólogo. Meu trabalho é tão apaixonante que me absorve 360 dias do ano, restando apenas a fuga dos quatro dias da folia momesca. Na quarta-feira de cinzas estou a postos no meu gabinete de trabalho.

Despedi-me desse homem simples e puro. Mas quem já estava com a cabeça virada era eu, que não sou museóloga: quero ser o firmamento com minha túnica negra bordada de estrelas de cristal…”

- Entrevista de Clóvis Bornay a Clarice Lispector publicada no livro De corpo inteiro.

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