o plano agora é subir naquela pedra mais alta e olhar o mar. há uma cadeia de montanhas bem perto, e em algum momento acredito que não saí da cidade em que nasci. mas basta olhar para baixo, que a serra do cipó não me alcança mais, da mesma forma que há muito tempo deixou de me alcançar o pico do itajuru. a lagoa da pampulha já não me orgulha nem me enoja. porque é olhando para baixo que a onda zen me alcança. batenda contra a pedra, entrando por baixo da pedra – e sob a pedra é onde ela renasce, rebate e borbulha. a onda que não é mais a de hokusai, nem de zé miguel wisnik, é toda minha.
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mais rascunho de 2010
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