“pelé tem cheiro de amor”
é como diria wando: “se todo mundo falasse que joelho é peito, todo mundo ia tapar”
esse é um país que vai pra frente hohohohoho
vi lá no teleférico
um claro enigma
a rena é uma daquelas amigas queridas, que deixam a gente feliz só por existir. eu a vi pela primeira vez na faculdade de arquitetura, na segunda etapa do vestibular. depois era ela que estava lá na minha sala de teoria da literatura, falando sobre lygia clark e hélio oiticica com um embasamento teórico fenomenal, logo no primeiro período. no outro semestre, ela apareceu no meu grupo de teoria da poesia, eu morrendo de medo de falar qualquer coisa sobre a poética do silêncio, e ela discorrendo alegremente sobre joão cabral e paul celan. e depois foi a rena uma das pessoas com quem mais convivi na faculdade de letras, extraclasse, com o poesia hoje, do sertão ao frio de minas gerais. e mesmo depois do fim do poesia hoje é com a rena que eu tento encontrar pra tomar cerveja e rir um pouco dessa loucura em que vivemos.
e depois de a gente fazer torcida, agora é a rena que resolveu dar as caras na internet com um amigo dela, o robson. os dois estão publicando os poemas deles, não era sem tempo! estão lá no um claro enigma.
o livro
Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da visão; o telefone uma extensão da voz e finalmente temos o arado e a espada, ambos extensões do braço. O livro, porém, é outra coisa. O livro é uma extensão da memória e da imaginação. Em César e Cleópatra de Shaw, quando se fala sobre a biblioteca de Alexandria , os livros são descritos como a memória da humanidade. O livro é isto e muito mais, é também a imaginação. O que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Afinal que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? A função do livro é recordar.
Esse é o primeiro parágrafo do livro O livro, de Jorge Luis Borges. Ele saiu como edição comemorativa dos 1.000 títulos da Edusp. E foi essa edição lindinha que acabou de pousar aqui na minha mesa. É um bombonzinho de capa bordô, desses que só o Plínio Martins sabe fazer – mas que parece muito com as edições pequeninas do Espectro Editorial, do Ronald Polito: formato pequeno, miolo costurado em pólen bold, papel de capa com alguma textura e título e autor indicados em etiqueta. Muito sóbrio, muito bonito.
linha do horizonte
É eu vou pro ar no azul mais lindo eu vou morar.
Eu quero um lugar que não tenha dono qualquer lugar.
Eu quero encontrar a rosa dos ventos e me guiar.
Eu quero virar pássaro de prata e só voar.
É aqui onde estou esse é minha estrada por onde eu vou.
E quando eu cansar na linha do horizonte eu vou pousar.
* essa música surgiu na minha cabeça não sei como… e não sei como também não sai. descobri que ela é de uma banda chamada azymuth.
é uma coisa assim, entre bonitinha e cafona. à noite tento colocar o áudio aqui.
“os modernos preferem o plural”
vi essa frase na gramática hoje. quase um ready-made, né? enxertaram lá uma frase de erika palomino. ou seria do mussum?
***
pensando bem, como pensou rené, essa frase tem a mesma estrutura que as seguintes:
os homens preferem as loiras.
as mulheres preferem os carecas.
os americanos preferem peito.
os brasileiros preferem bunda.
bartleby would prefer not to.
lugar de cabeça é na cabeça
vi o post da flávia sobre a lista de ano novo e acabei me lembrando desse vídeo-poema lindo que o fred fez com um poema da stela do patrocínio (vejam os vídeos relacionados também!):
pena que eu não consiga ser tão zen, dona stela…
vezenquando encontro a minha cabeça pelas tabelas…
e aí lembro de um outro poema, agora do ricardo aleixo… o poema dele é visual, mas, enfim, ao menos temos o registro semântico aqui (não é tudo, mas já dá alguma pista):
t u d o c o m e ç a e a c a b a n a c a b e ç a
é legal a leitura que o ricardo faz desse poema… o verso se desdobra em não-sei-quantas unidades rítmicas e semânticas.
e como cabeça puxa cabeça, lembrei do farnese de andrade, que é, para mim, o mineiro que melhor conseguiu captar o espírito opressor que paira pelas montanhas de minas e cai diretamente sobre nossas… cabeças…

O casamento, 1987
grito de carnaval dulce veiga
alô, nação pré-carnavalesca!
chora cavaco!
vamos esquentando os tamborins pra mais um tradicional grito de carnaval dulce veiga:

lavô eu
lavô eu
e agora eu tô limpinho
usou sabão de coco
e ainda me passou talquinho
ô lavô eu!
e a versão é da juliana perdigão,
acessada via negrão (ui)
1ª nota de cansaço do ano (férias, onde você se esconde?): vamos lá, leitor amigo. ânimo! faça de conta que ainda não se cansou de todos os anos encontrar o mesmo grito de carnaval. finja que estamos nos inserindo em uma tradição: é mais nobre.
má oi!
gente, a partir de amanhã vou aliar a risada do silvio santos à black music que venho escutando constantemente pra adiar meu surto no trabalho.
coração de galinha

se eu tivesse crença suficiente (em quê? who knows?) para publicar um livro meu, ia querer uma imagem dessas na capa dele =)
sou quase como aquela escritora catarinense que disse: “meu ideal estético é um frango de borracha.”
o menino poeta
e hoje, às 19h, tem lançamento do livro o menino poeta, de henriqueta lisboa, na livraria da travessa. o livro foi publicado pela editora peirópolis, que está preparando a reedição de outras obras da autora.
outras informações sobre o livro no site da peirópolis.
Quando: Dia 13 de fevereiro, sexta-feira, às 19h.
Onde: Café da Travessa Livraria – Av. Getúlio Vargas, 1405, Savassi, Belo Horizonte (MG).
Programação: Apresentação musical de poemas da autora musicados por Thelmo Lins e Wagner Cosse e leitura de poemas por Neusa Sorrenti.
ameixa japonesa
hoje acontece a festa de lançamento do blog sobre moda ameixa japonesa, em que mônada e amigas escrevem.
gostei de saber que pessoas legais de belorizontem começaram a escrever sobre moda, já que blogs sobre esse assunto geralmente enfocam a produção de outros estados.
bom, vejam o flyer da festa:

quem avisa é quem te fala


fotos da brígida
primeira intervenção do poro no verão arte contemporânea.
veja lá no blog do terça-nada! outras informações.
tô me guardando pra quando o carnaval chegar
space ghost writer
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser ghost na vida.


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