onde andará dulce veiga?

someting for the weekend Setembro 30, 2008

Arquivado em: samba e canção — letícia féres @ 4:29 am

 

música, angústia e alegria no início dos anos 80 Setembro 30, 2008

Arquivado em: coisas da vida, samba e canção — letícia féres @ 2:10 am

passei o dia com essa música do toquinho na cabeça. engraçado é que eu me lembrava que essa era música de abertura de novela com tony ramos… e tocava em uma cena em que o tony ramos conversava com um menino num vagão de trem. nessa época eu tinha uns 3 ou 4 anos e essa imagem com essa música eram tão tristes pra mim… bom, mas tony ramos olhando um vagão com um menino dentro e essa música tocando é triste até hoje, né?

acho que tão triste nessa mesma época só a clássica do benito de paula (que nunca mais ouvi). engraçado que só agora percebo que isso é um pagodinho:

e porque nem tudo são espinhos, duas musiquinhas felizes de infância:

eu ouvia essa música e achava que a chuva de prata era uma chuva de “pratinhas”, que era como a gente chamava as moedas lá em casa.

essa última acho que nem preciso comentar, né? era luxo só… felicidade sem fim! uma lufada de vento fresquinho no fim da tarde =)

 

o fim de semana Setembro 30, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 1:33 am

morre o ator paul neuman (28/09)

e bb pele de foca comemora 78 anos (27/09)

dipindura, néam?

 

bpp 6 Setembro 24, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 3:47 am

outro dia eu estava meio tristinha, andando cabisbaixa, quando lu me lembrou: este ano teremos au au au, viva a bienau! dei uma sacudida, levantei a poeira e já fui preparando minha veia poética. vamo que vamo animando, meu povo!

 

o boi risonho e os dois gatinhos Setembro 23, 2008

Arquivado em: classificados, coisas da vida, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 11:37 pm

é tudo tão fofo que não sei se tenho mais vontade de apertar os gatos ou as bochechas do Rosa, que nessa foto tá com um quê de meu vô =)

***

aproveite o ar do joão e veja ilustrações lindas da flora brasileira, no site do projeto flora brasiliensis.

 

dipindura! Setembro 23, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 4:11 am

ouviu, mas não quer baixar? é fácil: dipindura!

 

rádio do qual Setembro 21, 2008

Arquivado em: do qual — letícia féres @ 6:55 pm

o primeiro dos projetos do qual saiu: a rádia. o primeiro programa, muito descontraído, sem roteiro, já está no ar: sem cê jura / sem cesura, do qual entrevisto paulinho proença e tento entrevistar rené. veja lá no blog.

o próximo da série é o vegano’s from hell, da lenise! tá quase finalizado! =)

 

jacool Setembro 20, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 8:40 pm

 

compaixão, o estigma dos grandes escritores Setembro 19, 2008

Arquivado em: escritos de outrem, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 2:00 am

“A literatura – como qualquer outro tipo de arte – sopra onde, quando e como quer. Temos excelentes escritores ladrões, assassinos, alcoólatras, sádicos, masoquistas, loucos, drogados. Nenhum grande escritor é obrigado a fornecer atestado de moralidade ou de bons antecedentes ao escrever ou publicar seus livros. Muitos deles, cercados de admiração e estima por suas obras, exibem biografias digna das páginas policiais. Ao contrário, a maioria das pessoas bem comportadas, corretas, honestas e consideradas exemplos de civilidade, ética e cidadania, raramente consegue alinhavar duas linhas que prestem.

Por outro lado, não é entre os pilares da corrupção, do cinismo e do banditismo político, social e econômico que encontraremos bons escritores. Então, como resolver esta charada? A virtude está no meio? Ou não existe virtude? Talvez a resposta esteja por aí: em literatura, como em qualquer outro tipo de arte, não existe virtude, exceto a de escrever bem. De preferência, muito bem. No entanto, e na medida em que tentamos encontrar um fio condutor para sair do labirinto ético da literatura, a palavra compaixão ganha força – e se torna a mola propulsora, se não de todos, pelo menos de boa parte daqueles que se tornam grandes.”

- leia o texto completo aqui. bom ler e ver que o sebastunes nunião é um grande. =)

 

as vacas Setembro 18, 2008

Arquivado em: bololô, poetazia — letícia féres @ 11:10 pm

para lenise e seus nimbos

de uns tempos pra cá, o que não era livro jogava-se para fora, pela janela. eram os livros agressivos que se empilhavam pelas paredes, como espiassem o visitante secreto que chegaria, para de pronto o atacar. ali, os livros eram vacas violentas amontoadas no topo do pasto, dormindo de olhos abertos, errando, imóveis, enquanto chuva não havia. as páginas brilhantes dos livros de gravura abertos quadruplicavam a luz do sol e alvejavam a vista. enquanto a chuva chegava, a combustão dos livros explosivos alimentava a casa, gelava a geladeira, esquentava a bateria do multi-processador. alagados, os recipientes na cozinha boiavam, organizados por rótulos que levavam o nome dos papéis em pasta que continham. de uns tempos pra cá, eram as vacas amarradas aos estábulos que preparavam o alimento fibroso dos cegos. sem melhor a fazer, eram as vacas que se deitavam nas ilhas de livros a perder as horas degustando combinações melhores ou inferiores. do papel bobina ao papel arroz, somente as vacas não se furtavam ao prazer de mastigar mastigar mastigar aquilo que agora só os peixes liam.

 

pra quem não quiser ouvir meu canto Setembro 16, 2008

Arquivado em: samba e canção — letícia féres @ 3:06 pm

quem não quiser ouvir meu canto
não faz mal canto pra mim
e canto por sinal
pra não morrer

quem não quiser pensar na vida
vai ficar sem saída
na morte vai
ser causa perdida sem viver

quem não quiser cantar comigo
que se cale quando se perde dói
mas o que vale
é ter lutado
com medo de perder
você não vai ganhar a partida
você nem vai sair da saída

pra vencer eu já cantei fantasias
eu já vivi de alegrias
mas me cansei de enganar
hoje eu só canto o meu dia
há muito tempo eu devia
ter decidido mudar

- de Cesar Roldão Vieira, Cesar Roldao Vieira. Maysa cantando, por favor.

 

a ana Setembro 15, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 10:55 pm

ana, irmã do oto

essa aí é a minha gatucha fofa, gorda e chuchu. ela tem sofisticado tanto o miado nos últimos tempos que acredito que um dia ela chegue a falar. bom, hoje sonhei que ela falava. ou foi ela mesmo que delicadamente tocou meu rosto no meio da noite e disse assim: “ei! acorda aí que eu quero companhia!”?

claro que nem sempre é essa delicadeza. geralmente ela encosta a pata nas minhas pálpebras, eu acordo assustada e faço carinho, tipo, “dorme aí, ana, tá cedo ainda”. mas claro, o carinho dura pouco, porque eu durmo de novo. e há poucas opções de continuidade da historinha  diária: ou ana salta sobre minha cabeça ou come meu cabelo ou arranha a porta e entoa uma canção até que eu me levante. a conseqüência, claro, é só uma: o malfadado acordar mais que madrugador. desnecessário dizer que enquanto saio pra trabalhar ela inicia seu longo e sonolento dia debaixo do edredon de 40 graus à sombra.

 

e com vocês: Setembro 15, 2008

Arquivado em: livro etc. — letícia féres @ 3:23 am

presente da laram =)

 

making of de livro Setembro 14, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 9:21 pm

cindy criou o blog e eu, que não sou boba, também pulei pra lá pra rir e chorar contando o making of de livro =)

 

ilha deserta Setembro 14, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 2:50 am

quando viajo para uma ilha deserta por um longa temporada (uma encadernação inteira, por exemplo), na minha mala não podem faltar os seguintes itens:

- berinjela;
- tomate;
- tomilho;
- alecrim;
- mel;
- coalhada;
- granola;
- houaiss;
- papel;
- caneta;
- bachelorette.

em tempo: lembre-se sempre: menos é mais!

*

lembrei de lilica bicalho e sua dica de verão: “passe em qualquer lugar, mas nunca passe sem rímel!” (tô nostálgica! =)

 

termine o dia feliz (e continue feliz pra sempre) Setembro 14, 2008

Arquivado em: coisas da vida, samba e canção, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 1:56 am

há alguns dias este textinho do fred está ecoando (escoando) aqui (pela) minha cabeça:

“definitivamente os sons são um mistério mal compreendido por nós que os escutamos. há sutilezas aqui e ali que o ouvido humano parece não captar. será que a surdez é um destino inevitável? isto é a evolução da espécie: uma cadeia helicoidal de DNA que une pequenos genes em pares, girando uns sobres os outros, e lá no meio a surdez, garantida na perpetuação da espécie. o gene da pop music repetitiva e sem criatividade, se perpetuando por meios os mais diversos, bem ali ao lado. blogs e mais blogs se dedicam a isso: difusão da falha auditiva. você pode baixar discos inteiros que sequer valem uma primeira escuta e participar na grande acumulação da memória da surdez. não é lindo: uma memória auditiva da ausência de sons. já que a repetição continuada dos mesmos nos faz insensível, exclui a escuta. não vai achando que você está livre não! melhor aproveitar antes que este fatal destino nos alcance e nossos ouvidos não tenham mais utilidade. por isso, aqui vai miki yui. cito: ‘pequenos sons. o trabalho começa com a escuta. mas não escutar um evento específico. tente escutar o todo, tente ouvir a ressonância, a interferência entre os sons em diferentes lugares no espaço.’”

*

realmente é muito fácil ouvir coisas pequenas demais. ver filmes pequenos demais, se contentar com conversas pequenas demais, livros pequenos demais. o texto do fred me lembrou um trecho do filósofo beleuza (primo do gentileuza), que postei aqui há um tempo.

*

tô sentindo um ventinho novo bater aqui no meu rosto. nos últimos dias, assim que me levanto, olho para o céu e, com o dedo indicador apontando para cima, sorrio e digo: “estou à procura de outra coisa, mais além.”

*

hoje tive saudade do tempo que eu tinha tempo de ver / ouvir / ler coisas legais. fui no reservatório de música-cotonete-pra-alma, o blog do fred, e encontrei esta net label legal pra dedéu: só clicar aqui. tem uma rádio lá e a gente ainda pode baixar as musiquinhas bacanas.

se você não sabe o que é uma net label, o fred explica – nem precisa pedir pro freud!:

“para quem não conhece, net labels são sites onde músicos desconhecidos (ou não) mostram seu trabalho a partir de uma seleção feita pelo administrador do site (tb ele músico). normalmente tem um discurso musical próprio e coerente, mas há os que permitem maior diversidade.”

 

comece o dia feliz Setembro 13, 2008

Arquivado em: samba e canção — letícia féres @ 1:53 pm

 

muletas Setembro 12, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 10:49 pm

- gente, mas você não precisa de gesso aí, não?

- não, acabei de tirar raio-x. só torci.

- hum… mas nem de muleta?

- de muleta eu preciso! mas eu não tenho…

- enfim, dizem que cigarro é uma muleta… cê bem que podia tentar.

 

livros para chorar – vol. III Setembro 12, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 3:31 am

cem anos de solidão

principalmente quando tudo é tão lindo, doce e delicado que chorar é a única coisa digna de ser feita.

 

personagem do mês Setembro 12, 2008

Arquivado em: escritos de outrem — letícia féres @ 2:44 am

barbie katharine hammett: redatora de frase de camiseta

e melhorramica de margaret tatcher: tudo o que você quer ser.

e ainda vem com o opcional: redatora de cartaz de videolocadora. loosho só.