do julius
Quase todo poeta denota em si a cidade-imagem…
e o que não remonta carrega o odor do devir
que cobre todo o lago azul
onde as palavras estão gastas de medo_
Quase todo poeta denota em si o encontro do absurdo,
o mediterrâneo aberto para contemplar as árvores
que surgem dos seus olhos,
o grito em branco derramado
sobre mísseis distantes…
Quase toda poesia respira ainda que sob gases e solventes,
ainda que turvo infarto, lugar piano onde as mãos
não podem nada dizer frente ao poema,
e nada mais restar ao escuro da voz,
quase toda fina,
e os papéis velhos derramam os dias novos que respiram…