onde andará dulce veiga?

jaguardarte no espaço Junho 26, 2008

Arquivado em: classificados, escritos de outrem — letícia féres @ 3:03 pm
 

don’t touch me tomato Junho 26, 2008

Arquivado em: coisas da vida, samba e canção — letícia féres @ 12:02 pm

Please mister, don’t you touch me tomato
No, don’t touch me tomato
Touch me on me pumpkin, potato
For goodness’ sake, don’t touch me tomato

Touch me this, touch me that
Touch me everything I got
Touch me plum, me apples too
But here’s one thing you just can’t do

All you do is feel up, feel up
Ain’t you tired of feel up, feel up
All you do is squeeze up, squeeze up
Ain’t you tired of squeeze up, squeeze up

Mister, take advice from me
The more you look is the less you’ll see
But if you just must have your way
Double the price you’ll have to pay

Oh, you’re hard like a coconut
But nuts, oh nuts, are nothing but ?
Make up your mind, man, what is what

All you do is feel up, feel up
Ain’t you tired of feel up, feel up
All you do is squeeze up, squeeze up
Ain’t you tired of squeeze up, squeeze up

- Phyllis Dillon

 

esc me: quando o f5 não resolve Junho 22, 2008

Arquivado em: coisas da vida, samba e canção — letícia féres @ 2:17 am

à procura de uma encadernação melhor

 

o tipo de samba que eu canto não tem absolutamente nada a ver com carnaval Junho 21, 2008

Arquivado em: samba e canção — letícia féres @ 3:19 am

 

palavra do dia Junho 18, 2008

Arquivado em: a realidade essa fanfarrona, escritos de outrem — letícia féres @ 10:22 pm

Em 18/06/08, julius escreveu:

Palavra do Dia:
TESTEMUNHA

Ontem foram ouvidas nove testemunhas de acusação do caso Isabella. “Testemunhar” vem do latim “testemoniare”, derivado de “testis” (“depoimento, prova”). Curiosamente, também vem daí a palavra “testículo” (etimologicamente, “pequena testemunha”). Uma explicação para isso é que as crianças do sexo masculino “testemunham” o sobrenome do pai para as futuras gerações. Outra é que os testículos são “testemunhas do ato sexual”. Por fim, há quem diga que, nos tribunais Antigüidade, prestava-se juramento levando a mão direita aos… testículos – um péssimo hábito, felizmente caído em desuso! Em espanhol, aliás, “testigo” também serve para designar tanto a testemunha quanto o testículo.

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em certos dias é um mantra Junho 18, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem — letícia féres @ 10:37 am

dizem que a paixão o conheceu

dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice

conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo

dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nunhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos

- do al berto.

 

nem vem que não tem Junho 16, 2008

Arquivado em: samba e canção — letícia féres @ 12:44 am

ou variações sobre o mesmo tema:

o original.

a cópia de mina…

… para o comercial das massas barilla.

e o presente de grego.

* post iluminado pelo da janela

 

digam o que quiserem mas Junho 13, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 11:52 am

pra mim esta é:

a missionária dorothy parker.

 

e este é o designer eduardo recife:

 

os escombros do amor Junho 12, 2008

ele colecionava canivetes e delicadezas. ela, antiguidades e amores. o dia do casamento foi marcado segundo a tradição do país: depois de colhida, a lâmina de uma ameixeira de qianxi foi guardada pela noiva por sete dias, junto ao peito. no oitavo, a madeira foi entregue ao noivo, que, junto com parentes, em ritual jamais revelado a ocidentais, escolheu a data perfeita. foi ele mesmo que entregou à noiva o melhor canivete que jamais tivera, para que ela retirasse a fina lâmina orgânica que os levaria ao dia da suprema felicidade conjugal. ela colheu a madeirinha como mandavam os antepassados chineses: imagens puras povoavam sua mente enquanto o fio cortava a árvore, delicadamente. tudo isso era o que ela se lembrava enquanto uma fina película de pó-de-arroz cobria a rudeza do mundo. “ó, a beleza do amor!”, gritava a avó no altar. mas era apenas a igreja que desmoronava sobre eles.

- é tudo verdade. cliquem aqui.

 

retrato quase apagado em que se pode ver perfeitamente nada Junho 11, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 3:00 pm

I.

Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.

- Manoel de Barros, O guardador de águas.

 

tóquio, 27/11/74 Junho 9, 2008

Arquivado em: sobre poesia e literatura — letícia féres @ 3:11 pm

Sempre rejeitei a idéia do som pelo som. A meu ver, o som é sempre o pólo complementar daquele elemento fundamental da música, sem o qual a vivência artística não é possível: o silêncio. É tarefa do compositor anulá-lo, para depois restituí-lo. O som tem por função produzir, enfatizar, intensificar e conscientizar o silêncio. Não me refiro ao silêncio no sentido da não-existência do sim, mas sim no sentido de “sei jaku”, ou seja, calma interior e equilíbrio, como fundo originário da vivência espiritual, condição de ordenação e critério de conteúdo e valor.

De fato, prezado professor, para mim, música é arte somente quando - e isto sempre foi assim – permite esquecer o som e causar um estado de equilíbrio interior. Portanto, quando a música se torna silêncio ativo, por assim dizer.

- Koellreutter, em carta a Satoshi Tanaka. Está no livro do músico alemão, À procura de um mundo sem “vis-à-vis: reflexões estéticas em torno das artes oriental e ocidental.

 

tóquio, 20/05/75 Junho 9, 2008

Arquivado em: sobre poesia e literatura — letícia féres @ 2:55 pm

Quando estive na Europa, vi e ouvi numerosas obras de arte que me causaram a impressão de que nelas tudo é descrito e expresso até o último detalhe. Esta arte parece-me demasiadamente eloqüente e até tagarela, sem espaço para o vazio e o silêncio. Não existe o inconcebível, o vago, o velado, tampouco a expressão indecisa (ambígua), discreta ou oculta. Tudo é claro, brilhante, maciço, forte e extrovertido. Tudo é repleto e abundante.

Freqüentando museus e concertos na Europa, senti que minha sensibilidade enfraquecia paulatinamente embora me opusesse a esse tipo de arte. Nada me impressionou verdadeiramente. Lembrei-me, por exemplo, da superfície vazia da aquarela japonesa, na qual – citando o senhor – não existe o som pelo som, mas sim como meio para produzir, intensificar e conscientizar o silêncio. Tal arte, pintura ou  música, não é impressionista, construtivista ou expressionista. Ela se funda em princípio completamente diferente, ou seja, no princípio da sugestão. No Japão, a arte que apenas delineia se desenvolveu muito. Nela, o artista se concentra em um único objeto concreto, ou ocorrência, como símbolo que sugere algo que está oculto em algum lugar, na profundidade. A nós, japoneses, parece que somente essa arte possibilita expressar o que não pode ser expresso.

-Satoshi Tanaka, em carta a Koellreutter. Está no livro de Koellreutter, À procura de um mundo sem “vis-à-vis: reflexões estéticas em torno das artes oriental e ocidental.

 

doentes por livros Junho 8, 2008

Arquivado em: livro etc. — letícia féres @ 7:25 pm

Cindy: ninguém pensa sobre como se faz um livro
eu: sim… é uma mágica
Cindy: livros são feitos pelo “editor”
Cindy: só existe autor e editor
eu: sim! as outras pessoas do processo são duendes!
Cindy: lumpa lumpas

 

blog do ex Junho 8, 2008

Arquivado em: classificados, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 6:38 pm

se o ex te dá uma banana, faça uma limonada. como? não me pergunte. vá diretamente na fonte, no blogdoex

 

o papel do poeta Junho 7, 2008

Arquivado em: samba e canção, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 2:21 am

*e mais uma vez julius tem razão =)

 

Casal de chimpanzés reata “namoro” após briga por iogurte Junho 6, 2008

Arquivado em: a realidade essa fanfarrona, bololô — letícia féres @ 2:51 pm

Eles estavam brigados há um ano.
Inexperiente, o macho não consegue agradar a fêmea, diz especialista.

- matéria completa no G1.

 

num dia Junho 5, 2008

Arquivado em: coisas da vida, samba e canção — letícia féres @ 11:08 am

sujar o pé de areia pra depois lavar na água
lavar o pé na água pra depois sujar de areia
esperar o vaga-lume piscar outra vez
ouvir a onda mais distante por trás da onda mais próxima
sujar o pé de areia pra depois lavar na água

respirar
sentir o sabor do que comer
caminhar
se chover, tomar chuva
não esperar nada acontecer
ser gentil com qualquer pessoa

sujar o pé de areia pra depois lavar na água
lavar o pé na água pra depois sujar de areia
esperar o vaga-lume piscar outra vez
ouvir a onda mais distante por trás da onda mais próxima

respirar
sentir o sabor do que comer
caminhar
se chover, tomar chuva
ter saudade no final da tarde
para quando escurecer esquecer
ao se deitar para dormir, dormir

- Arnaldo Antunes / Hélder Gonçalves / Manuela Azevedo / Chico Salém

 

como começar um papo inteligente – designer Junho 4, 2008

Arquivado em: classificados, coisas da vida, o que fazer? — letícia féres @ 2:56 pm

a noite está animada, você está à procura de muita confusão. você olha para um lado: designers. você olha para outro lado: designers-e-djs. o que fazer? em situações como essa, nada melhor do que sacar o design de bolso e manter a elegância e a sofisticação.

(dica do julius =)

 

 

 

sem você Junho 4, 2008

Arquivado em: coisas da vida, samba e canção — letícia féres @ 3:18 am

pra onde eu vou agora livre mas sem você?
pra onde ir o que fazer como eu vou viver?
eu gosto de ficar só
mas gosto mais de você
eu gosto da luz do sol
mas chove sempre agora
sem você
sem você
sem você
sem você

às vezes acredito em mim mas às vezes não
às vezes tiro o meu destino da minha mão
talvez eu corte o cabelo
talvez eu fique feliz
talvez eu perca a cabeça
talvez esqueça e cresça
sem você
sem você
sem você
sem você

talvez precise de colchão, talvez baste o chão
talvez no vigésimo andar, talvez no porão
talvez eu mate o que fui
talvez imite o que sou
talvez eu tema o que vem
talvez te ame ainda
sem você
sem você
sem você
sem você

- do carlinhos brown e arnaldo antunes

 

anunciou, tem que rezar Junho 2, 2008

Arquivado em: classificados, coisas da vida — letícia féres @ 10:31 pm

achei super fofo o convite do andré pereira pra exposição dele: anúncios, na mostra BDMG cultural. a abertura é amanhã, das 20h às 22h, na Rua Bernardo Guimarães, 1600.

a partir do dia 04 podemos visitá-la das 09h às 18h, até 27 de junho, exceto sábado e domingo. endereço: rua da bahia, 1600 – ali perto da igreja de lourdes.

vamos todos, né? =)