onde andará dulce veiga?

boby chéri Maio 30, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem, samba e canção — letícia féres @ 9:34 pm

Boby chéri, vous souvenez-de moi ?
Cette musique sonnait mieux autrefois
Ho my baby chanteriez-vous quelques notes
Avec moi pour le reste de la vie
J’en ai mangé des guimauves
Mais ce soir j’en ai ma dose
J’ai jeté toute ma bibliothèque rose

Ho my baby, ho mon kamikase mon Boby chéri
Sort ton zippo, ton polo sinon t’as un gage
ha c’qu’il est beau ce chameau

Boby chéri, nous étions quelque chose
Vous et moi que les autres n’ont pas
Ho my baby, show we play and over game
you and me pour le reste de la vie
J’en ai mangé des guimauves
Mais ce soir j’en ai ma dose
Je te bague vas-y fais quelque chose

Ho my baby, ho mon kamikase mon Boby chéri
Sort ton zippo, ton polo sinon t’as un gage
ho c’qu’il est gros ce chameau

Sors cet oiseau ou à zéro j’ouvre sa cage
Ho c’qu’il est gros ton chameau

Ho ce manchot me fait la peau quand il n’est pas sage
Il me fait le beau, il me met les crocs

Sors ton oiseau ou à zéro j’ouvre sa cage
Ho c’qu’il est gros ton chameau

- a música é da emily loizeau, dá pra ouvir no site dela. me lembra você e esse nosso encontro feliz-feliz =)

 

tudo o que você quer ser Maio 27, 2008

Arquivado em: classificados, coisas da vida — letícia féres @ 11:56 am

depois do rimbaud poeta, rimbaud traficante de armas, rimbaud aleijadinho e rimbaud pederasta, vem aí rimbaud jornalista: tudo o que você quer ser

 

caminho das águas Maio 23, 2008

Arquivado em: classificados, maculações precoces — letícia féres @ 11:18 pm

fred, companheiro de não macule minha faca, convida as pessoas boníssimas para ver o curta o caminho das águas: uma viagem pelo rio das velhas a partir das previsões de richard burton/1867. a direção é de rodrigo campos e o fred fez som direto, trilha sonora e mixagem.

cine humberto mauro l palácio das artes
dia 27/05: 19h; 31/05: 16h (debate com o diretor); 02/06: 18h
entrada franca – senhas distribuídas 30 min antes de cada sessão

 

soneto Maio 23, 2008

Arquivado em: escritos de outrem — letícia féres @ 3:26 am

e aquela noite. a branca eléctrica tempestade. o lago
em chamas. tu a dormires tão ruidosamente. os teus grandes ossos.
a testa macia. a tua pálida boca seca. a pele gretada do lábio a escamar. limpá-la com dentes de precisão de ponta de agulha.
mascar e rolar num minuto uma bola translúcida
e cuspi-la contra o horizonte. pele. é tão
maravilhoso descascar-te as costas depois do verão. um perfeito
lençol de pele. observa atentamente a tatuagem alguma loira.
a tua espinha fóssil. a insalubre mancha oliva debaixo

a premir o véu de pele contra a minha cara. a chupar
um pouco a cada inspiração. um ferrão inunda as águas-furtadas
por baixo da pele. no crânio o tornado elétrico.
chupando mais e mais a cada inspiração. a erecção da pele todos os símbolos
de uma felicidade. eu estava tão maravilhada tão tocada eu amei-te tanto.

- patti smith, witt, trad. de alexandre vargas.

***

achei isso tão bonito… e não é à toa que ela dedicou o livro a rimbaud e burroughs. e, não sei por que (sei sim, o ritmo), me fez lembrar você.

neste post vai um boa-noite dentro de uma garrafa.

 

geniol Maio 21, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 11:59 pm

uma homenagem ao outro, meu calango virtual, tão generoso em seus comentários…

 

e era essa a sensação – vol II Maio 21, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem — letícia féres @ 11:29 am

GO BACK

Você me chama
Eu quero ir pro cinema
você reclama
meu coração não contenta
você me ama
mas de repente a madrugada mudou
e certamente
aquele trem já passou
e se passou
passou daqui pra melhor,
foi!

Só quero saber
do que pode dar certo
não tenho tempo a perder

você me pede
quer ir pro cinema
agora é tarde
se nenhuma espécie
de pedido
eu escutar agora
agora é tarde
tempo perdido
mas se você não mora, não morou
é porque não tem ouvido
que agora é tarde
- eu tenho dito -
o nosso amor michou
(que pena) o nosso amor, amor
e eu não estou a fim de ver cinema
(que pena)

- do torquato neto, em os últimos dias de paupéria.

e bonito demais lembrar do chacal & torquato total neste dia.

 

o bartolomeu Maio 20, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem — letícia féres @ 3:17 pm

bartolomeu campos de queirós é unanimidade, ao menos aqui em bh, como exemplo de um grande escritor: aquele que é uma grande pessoa e escreve textos que produzem alguma eletricidade em nós.

eu não tenho muita paciência para os textos memória/infância/minas - o bartolomeu campos de queirós é conhecido pelo tratamento que dá a esses temas -, mas mesmo assim me enveredei pela leitura dos livros desse autor. e é inegável que isto seja lindo:

 

“Era silencioso o amor. Podia-se adivinhá-lo no cuidado da mãe enxaguando as roupas nas águas de anil. Era silencioso, mas via-se o amor entre os seus dedos cortando a couve, desfolhando repolhos, cristalizando figos, bordando flores de canela sobre o arroz-doce nas tigelas.

Lia-se amor no corpo forte do pai, no seu prazer pelo trabalho, em sua mansidão para com os longos domingos. Era silencioso, mas escutava-se o amor murmurando – noite adentro – no quarto do casal. A casa, sem forro, deixava vazar esse murmúrio com aroma de fumo e canela, que invadia lençóis e dúvidas, para depois infiltrar-se por entre telhas.

Experimentava-se o amor quando, assentados no calor da cozinha – pai e mãe – falavam de distâncias, dos avós, das origens, dos namoros, dos casamentos.

E, quando o sono chegava, para cada menino em cada tempo, era o amor que carregava cada filho nos braços para a cama, ajeitando o cobertor por sob o queixo.”

- Bartolomeu Campos de Queirós, Indez.

 

 

pausa 4 Maio 20, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 10:50 am

saiu nova edição do pausa. desta vez com fotos (lindas!) do leo drumond e, como não havia muitos outros colaboradores, um poeminha meu. também textos sobre dança contemporânea (que ainda não li) e mais poema e tradução. vejam .

 

o papel do amor Maio 18, 2008

Arquivado em: piores poemas, tosquerias — letícia féres @ 3:44 pm

nós, duas metades de A4
que jamais se encontram
por terem se transformado
definitivamente em A5

***

e é da lu a cantada barata a 1,99 na papelaria (pra não fazer papelão): “Quer ser a metade do meu A4, beibi?” (tão luxo que eu deveria ter escrito que é daslu…)

 

Djanira Maio 16, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem, literatura — letícia féres @ 12:54 pm

“- Quando uma pessoa se faz por ela própria é porque tem algo dentro de si que não se acomoda a uma vida comum, não é?”

(em entrevista a Clarice Lispector)

***
Tô adorando o De corpo inteiro, livro que reúne as entrevistas de Lispector que eram publicadas na Revista Manchete. Nesses textos, Lispector foge dos lugares-comuns para tentar revelar os mistérios mais profundos que os entrevistados encerram. O impressionante é que parece que ela consegue.

Todas as entrevistas são muito bonitas e muito profundas. Muito bom de ler nestes tempos em que as pessoas acreditam que antônimo de superficialidade é erudição.

 

e viva a rapaziada! Maio 14, 2008

Arquivado em: bololô, coisas da vida — letícia féres @ 10:16 pm

é bom até a gente destacar, senão não acredita:

“Que coincidência, nós ganhamos dinheiro da mesma forma: escrevendo. Sou editor de um jornal em Goiás. Ah, também sou historiador pela UEG, e escritor e poeta. Bom, pra começar queria dizer quem é Paulo Leminski, então, ele é ‘poeta’ e romancista. Segundo: infelizmente acho que você faz parta das estatísticas levantadas pela CBL sobre os 1.8 % percentual de brasileiros que lêem um livro por ano, e 1% desses que não entendem/compreendem ou não sabem o que lera. Por favor, retire esse tópico, respeite seu autor e não tente defender suas subjetividades com o argumento alheio. Abraços!!!

Túlio Henrique Pereira

- o post e o comentário aqui.

 

 

que mistérios tem clóvis bornay? Maio 14, 2008

Arquivado em: a realidade essa fanfarrona, escritos de outrem, samba e canção — letícia féres @ 2:47 pm

“Confesso que esperava um Clóvis Bornay pernóstico, fútil, antipático. Para a minha agradável supresa encontrei um Bornay que fala com simplicidade e com amor de suas coisas, usando a sinceridade quase ingênua de quem não tem por que ser atacado. Só uma coisa me irritou: fez-me esperar no Museu Histórico Nacional e depois foi diretamente para a casa dele, sem uma explicação sequer. Controlei meu mau humor no meu contato com um dos maiores, se não o maior carnavalesco de todos os tempos. O mais curioso é que nem se pode chamá-lo de ‘carnavalesco’, uma vez que ele não brinca no carnaval: ele se mostra. Mas, enfim, carnaval é carnaval e vale tudo.

- Desde quando começou a se interessar pelo carnaval?

- Acho que logo após o nascimento: nascido no auge de um carnaval, lembro-me depois que, ainda no colo, os mascarados me apavoravam. (Essa lembrança deve ser posterior, pois Bornay não poderia, como disse, guardar memórias de logo após o nascimento.)

- E como passou do pavor ao amor?

- Ao perceber que os mascarados eram pessoas amigas e alegres. E passei a amar o carnaval, participando dele desde a infância.

(…)

- Se eu quisesse me fantasiar no carnaval, que fantasia me aconselharia a ter?

- Espere, espere, já estou sabendo, estou só pensando no nome. Achei. É ‘Firmamento’. Seria uma túnica de renda negra cravejada de estrelas de brilhantes. Na cabeça a meia-lua e numa das mãos uma taça de prata derramando estrelas;

- Não há mulher que não fique linda vestida assim. (…)

- Imagino que o ano inteiro você vive pensando nos três dias de carnaval. Acertei?

- Não. Porque o maior amor da minha  vida é o Museu Histórico Nacional onde exerço a função de museólogo. Meu trabalho é tão apaixonante que me absorve 360 dias do ano, restando apenas a fuga dos quatro dias da folia momesca. Na quarta-feira de cinzas estou a postos no meu gabinete de trabalho.

Despedi-me desse homem simples e puro. Mas quem já estava com a cabeça virada era eu, que não sou museóloga: quero ser o firmamento com minha túnica negra bordada de estrelas de cristal…”

- Entrevista de Clóvis Bornay a Clarice Lispector publicada no livro De corpo inteiro.

 

quão longe se pode estar utilmente da verdade? Maio 12, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem — letícia féres @ 2:18 pm

Nasrudin viu alguns patos de aspecto apetitoso brincando num lago. Tentou pegá-los, mas conseguiram fugir.

Então colocou uns pedaços de pão na água e os foi comendo.

Algumas pessoas perguntaram o que era que estava fazendo. “Estou tomando sopa de pato”, disse o Mullá.

- Histórias de Nasrudin, Khawajah Nasr Al-Din

 

a realidade, essa fanfarrona Maio 8, 2008

Arquivado em: a realidade essa fanfarrona, bololô — letícia féres @ 11:42 pm

eu li isso no jornal hoje e morri de rir. pra que literatura, não é mesmo, minha gente?

 

gostei Maio 8, 2008

Arquivado em: escritos de outrem, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 11:36 pm

poeta: poema da angélica freitas.

 

o pacto autobiográfico Maio 8, 2008

Arquivado em: escritos de outrem — letícia féres @ 12:03 pm

no blog da ale

 

retomando posts antigos Maio 8, 2008

Arquivado em: classificados, escritos de outrem — letícia féres @ 2:37 am

 

e era essa a sensação Maio 6, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 11:23 pm

sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando olhando e pensando meu deus ah meu deus como você me dói vezenquando

(caio fernando abreu, harriet)

 

we tell stories Maio 6, 2008

Arquivado em: classificados, mercado editorial, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 12:00 pm

a penguin books se uniu a six to start para criar o projeto we tell stories: autores foram convidados a recriar clássicos da literatura para o suporte internet. 

acho que o pessoal está tentando coisas muito legais, mas ainda falta algo: não sei se a mim – desgrudar do papel – ou a eles – explorar melhor a tecnologia, de forma a (não) contar uma história. mas é uma boníssima tentativa.

aproveitando o assunto, fui ver geraldo, do grupo tronco, movida pelos vídeos do éder santos. o vídeo acabou ilustrando demais a peça, mas valeu a pena ir lá. 

embora a peça seja meio chata (podia ter menos 30 minutos), gostei da maneira como o grupo tentou não contar uma história. bom também foi o modo como eles conseguiram explorar corpo e materiais no cenário: visualmente a peça é linda.

bom, geraldo é muitíssimo melhor do que minha criticazinha vaga & xinfrim. vale conferir o grupo tronco: o trabalho é radical e tem qualidade.

geraldo tá no francisco nunes, até 11 de maio. quinta a sábado às 21h e domingo às 19h. entrada: R$ 14,00 inteira. meia entrada para as categorias previstas em lei – e para quem tem geraldo como primeiro nome (adorei isso).

 

 

concurso off flip Maio 5, 2008

Arquivado em: classificados, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 2:11 pm

estão abertas as inscrições para o concurso de conto e poesia da off flip, vejam o regulamento no site.

o ruim é que cobram R$ 50,00 pela inscrição, quase o mesmo que concurso pra funcionalismo público, e o prêmio não passa de R$ 1.000.

legal, como bem disse lenise, é a estadia em paraty e o ingresso para os debates na off flip.