onde andará dulce veiga?

billboard liberation front Abril 30, 2008

Arquivado em: coisas da vida, maculações precoces — letícia féres @ 11:19 pm
 

sobre o silêncio Abril 30, 2008

Arquivado em: escritos de outrem — letícia féres @ 10:51 am

Como imperfeito ator que em meio à cena
O seu papel na indecisão recita,
Ou como o ser violento em fúria plena
A que o excesso de folhas debilita;
Também eu, sem confianças em mim, me esqueço
Rendido ao peso do poder de amar.

Oh! sejam pois meus livros a eloqüência,
Áugures mudos do expressivo peito,
Que amor implorem, peçam recompensa,
Mais do que a voz que muito mais tem feito.

Saibas ler o que o mudo amor escreve,
Que o fino amor ouvir com os olhos deve.

- Wiliiam Shakespeare, trad. Ivo Barroso.

 

o futuro do livro Abril 30, 2008

Arquivado em: classificados, mercado editorial, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 1:21 am

achei ótimo! vejam aqui. peguei lá do blog do anderson (querido e sumido - a não implica b).

 

acho chato Abril 29, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 12:21 pm

e me levo muitíssimo pouco a sério pra fomentar discussão. mas ainda devo dizer que acredito que o trecho do leminski tenha relação com a idéia de que a finalidade da poesia não é o mercado. e não tem nada a ver com a idéia romântica - gastíssima – de que poesia não pode (ou não deve) vender. 

o leminski diz no artigo que citei: o cara normalmente ganha mais com um mês de barraca de banana na esquina do que com uma vida inteira de poesia. e o incrível é que esse cara que não consegue dinheiro com poesia nunca vai deixar de escrever só porque poesia não o ajuda a comprar uma penca de bananas na banca da esquina. ou seja, o maravilhoso é que mesmo sem objetivar o lucro a poesia continua a ser produzida, em outra lógica que não a de mercado.

poesia não deve vender? ele não disse isso. eu também não acho isso. alguém ainda precisa discutir essas coisas? é nessas horas que me lembro de michel mingote: “estão abertas as sessões felatórias ao microfone”.

***

adorei a solução do ricardo silveira. vejam .

 

adulterações Abril 29, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem, piores poemas — letícia féres @ 12:02 pm

eu levo a minha mochila (eu a levo sempre

nas costas) e eu nunca estou sem ela (a qualquer lugar

que eu vá, Rio, Nova Iorque, Istambul ou Calcutá,

eu carrego a minha mochila)

 

não tenho medo

 

que a minha sina (pois na minha mochila cabe de tudo) eu não quero

nenhum mundo (pois a mochila é o meu mundo, minha verdade)

e é ela que é o que quer que seja que a viagem signifique

e ela é qualquer coisa que um pé na bunda nunca vai mudar

 

aqui está o mais profundo segredo que só eu sei

(aqui são os pés dos pés e o fio do meio-fio

e o neon do neon de uma rua chamada avenida, que vai

mais longe do que os meus passos possam andar ou a mente possa cansar)

e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes

 

eu levo a minha mochila (eu a levo sempre nas costas)

 

- que ela e o cummings me desculpem, mas adorei.

(vejam o post original aqui.)

 

amanhã Abril 28, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 11:12 am

bruna piantino e homenagem a Gertrude Stein: às 18h30 nos jardins do palácio das artes, no projeto terças poéticas. eu não perderia se pudesse.

 

1, 2, 3, boicotando Abril 27, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 2:31 pm

 

super legaus Abril 25, 2008

Arquivado em: classificados, coisas da vida, livro etc., sobre poesia e literatura — letícia féres @ 9:36 pm
 

canelinhas de fora Abril 24, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 3:02 pm
 

genial Abril 24, 2008

Arquivado em: coisas da vida, samba e canção, sobre poesia e literatura — letícia féres @ 2:47 pm

Há uns seis anos, quando conheci Boris Vian, René me apresentou Letícia Coura: um disco em que ela interpretava canções do poeta francês. Desde então só tenho notícias dela por meio dos discos: show aqui em BH necas de pitibiriba. Quando soube que ela viria com o Revista do Samba ao Stereoteca, dei uma cambalhota de alegria.

E ontem fui ao show. Genial o negócio. Fora a seleção maravilhosa de sambinhas (de compositores da Vai Vai e de mineiros nunca antes navegados; além de Zé Celso Martinez e da Letícia Coura mesmo), as coisas que mais me impressionaram foram: cavaquinho com efeito de pedal, a percussão do Vitor da Trindade e a interpretação engraçadíssima dos três. Depois dêem uma olhada no site do Revista do Samba.

Genial também é a idéia do Pão e Poesia: poemas na embalagem de pão. Há uns não sei quantos anos fiquei sabendo que uma coisa dessas estava acontecendo no sul, não sei exatamente em qual cidade – ou era em São Paulo? Bom, realmente  não sei, mas hoje estava vendo outras coisas e me deparei com o blog do projeto. Taê.

 

pausa Abril 21, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 3:14 am

Agora disponível aqui na internet o Pausa, jornal de literatura e arredores publicado sob braços e olhos de Alexandre Fantagussi, Érick Gontijo, Maraíza Labanca e Rafael Reis. Vi no início do mês o jornal impresso: o projeto gráfico é simples e elegante – e o formato lembra o do (finado) Estilingue. Gostei.

Fiquei sabendo que eles estão à procura de colaboradores. Vamos lá? É só enviar os textos para jornal.pausa@gmail.com

 

 

festa por onde olhar Abril 21, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 2:30 am

Fresta por onde olhar é o título do novo livro da Ana Elisa Ribeiro. Ela, que já publicou “Poesinha” (1997)  e “Perversa” (2002), garante que não perdeu o tom irônico e bem-humorado com este livro. Eu aqui vou esperando mais uma festa por onde olhar.

Bom, o lançamento em BH é no dia 26 de abril, próximo sábado, às 11h, no Café com Letras (ali na rua Antônio de Albuquerque). Em São Paulo: dia 06 de maio, a partir de 19h, na Mercearia São Pedro, na Vila Madalena.

O pessoal de onde trabalho encaminhou o convite do lançamento com um textinho assim: “Vale a pena! A poeta é boa!”. Eu também assino embaixo.

 

poesia e mercadoria Abril 21, 2008

Eu sempre achei descabida a discussão em torno da cisma de escrever “poeta” no campo de “profissão” do formulário do banco, como há muito querem alguns poetas (ou músicos?) daqui de BH. Acho que isso é coisa de rir mesmo: eu, se fosse gerente de banco, ia rachar de rir de um negócio desses.

Eu, que sou gerente só da minha vida – e já está ótimo, estava lendo uma coisinha que deu uma luz tão grande pra esse blá blá blá, que fiquei encantada e não pude deixar de postar: vejam aí abaixo. E é como dizem por essas bandas daqui da minha casa: se foi Leminski quem falou, quem sou eu pra dizer o contrário?…

Os senhores mirem e vejam:

“A poesia seria cúmplice, desde o início, desse sentimento que se chama amor. Eu acho que é uma coisa perfeitamente lógica, natural, porque a poesia, se vocês olharem bem, ela é o amor entre os sons e os sentimentos. Ela já é na sua substância, intrinsecamente, ela já é amor, já é aproximação, no sentido que é amor entre os sons e os sentidos, num sentido que a prosa não é. É por isso que a poesia não morre. Por que essa coisa tão inútil que não consegue sequer se transformar decentemente em mercadoria num mundo mercatório, esse mundo em que vivemos? Qualquer editor principiante sabe: poesia não vende. Existe esse hiato, realmente poesia não vende, e é bom que não venda! Sabe aqueles que reclamam dizendo, é um absurdo, um país como o nosso, não sei o quê, tchê, tchê, pá, pá, e poesia não vende. Vamos nos rejubilar. Poesia não vende. Poesia é ato de amor entre o poeta e a linguagem. E esse é um território como se fosse assim uma reserva ecológica do mercado em que vivemos que resiste ao fato de se transformar em mercadoria. Não é uma infelicidade e nenhuma inferioridade da poesia escrita, falando da poesia escrita, da poesia, escrita, da poesia livro, a dificuldade dela em se transformar em mercadoria é uma grandeza.  Quem não entender isso não entende a verdadeira natureza da poesia, ela é feita de uma substância que é, basicamente, rebelde à transformação em mercadoria. A gente pode criar um mundo assim, um império total da mercadoria, tudo pode ser vendido, coisas, sensações, as coisas mais incríveis, os momentos mais emocionantes. Uma coisa, porém, não pode ser transformada em mercadoria, que é o amor. Amor é dado de graça, alguém pode comprar amor? Pode-se comprar o sexo de outra pessoa, mas o amor a gente sabe que é o último reduto que resiste à transformação em mercadoria.”

- É do Pauleminski, “Poesia: a paixão da linguagem”. Tá no livro Os sentidos da paixão.

 

Só pra dar um finalzinho aqui: ultimamente tenho ganho a vida com meus textos. Não tenho “poeta” na minha carteira de trabalho, mas tá lá: “redatora”. Redator e o escambau não é o mesmo que ser poeta de carteira assinada. Escritor de carteira assinada é o mesmo que o José Costa, do Budapeste. Só vivendo pra saber. Poeta de carteira assinada nunca vi, e esconjuro se um desses chegar perto de mim.

…………………….

Com essa discussão toda aí de cima, me lembrei que Lenise Regina, amiga querida que também ganha a vida escrevendo (além de ser uma das melhores poetas que conheço!, um exemplo de que uma coisa não exclui a outra) tá com coluna sobre publicidade, propaganda, escrita, literatura e demais parangolés no site Casa do galo. Lenise escreve lá sempre às segundas, olhem só que beleza!

 

stereoteca Abril 16, 2008

Arquivado em: classificados, samba e canção — letícia féres @ 11:53 am

hoje tem início o projeto stereoteca, com 24 shows previstos até 16 de outubro. o evento acontece sempre às quartas-feiras, às 20h30, no teatro da biblioteca pública.

a estréia é com a banda indiana magneto, mas eu tô querendo mesmo é ver letícia coura e revista do samba, no dia 23/04. e achei curiosíssima a programação do dia 30/04: julgamento e abertura com mente fria (será que foi tudo friamente calculado?)

***

parece que nesta segunda edição da stereoteca tem algumas novidades, como “pão e poesia em qualquer esquina em qualquer padaria”: poetas-músicos  que se apresentam antes do show. renato negrão lá estará.

mais informações aqui - só não entendi por que não colocaram todas as informações no site do projeto…

 

 

É Batata Abril 16, 2008

Arquivado em: coisas da vida, escritos de outrem, samba e canção — letícia féres @ 11:17 am

Marta

Marta vem ver a lua
Vem ver como ela está
Sem brilho e triste
Lamentando a dor profunda
Que no meu peito existe

Ó, Marta, vem ver
Vem ver, que tu não resistes…

Ela se mostra ofendida
Porque nós renunciamos
Pois foi ela testemunha
Da vez em que nós juramos

Amor não é só juramento
Que muita gente faz
Tem as conseqüências, ai, ai…
Que são demais…

Ó, Marta, vem ver…

- É do Batatinha. Tá no disco Toalha da Saudade, que pode ser ouvido aqui

 

é impressão minha ou Abril 14, 2008

Arquivado em: coisas da vida — letícia féres @ 11:06 am

a ministra dilma rousseff é mesmo a cara da ex-reitora ana lúcia gazzola? ou seria o contrário?

 

fragmento de um discurso Abril 13, 2008

Arquivado em: escritos de outrem — letícia féres @ 2:57 am

2. No luto real, é a “prova de realidade” que me mostra que o objeto amado cessou de existir. No luto amoroso o objeto não está nem morto nem afastado. Sou eu quem decide que sua imagem deve morrer (e esta morte, irei talvez ao ponto de escondê-la dele próprio). Durante todo o tempo que durar esse estranho luto, terei de sofrer duas desgraças contrárias: sofrer pelo fato de o outro estar presente (continuando, sem querer, a me ferir) e me entristecer pelo fato de ele estar morto (tal, pelo menos, como eu o amava). Assim angustio-me (velho hábito) com um telefonema que não vem, mas devo me dizer ao mesmo tempo que esse silêncio, de qualquer modo, pois que decidi fazer o luto de tal preocupação: só à imagem amorosa cabia me telefonar; desaparecida essa imagem, o telefone, tocando ou não, retoma sua existência fútil.

(O ponto mais sensível desse luto acaso não seria que devo perder uma linguagem – a linguagem amorosa? Findos os “Eu te amo”.)

- de novo o rolando.

 

oi cabeça Abril 10, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 12:06 pm

cássia macieira e juliana pontes estarão no oi cabeça de hoje falando sobre o livro delas: na rua: pós-grafite, moda e vestígios. a entrada é franca.

só não vou porque estarei no lerê até tarde, mas, quem puder, não perca! 

 

onde: multiespaço/museu das telecomunicações/oi futuro

horário: 19h

endereço: av. afonso pena, 4001

informações: 3229 3131

www.oifuturo.com.br

 

 

 

férez feroz Abril 9, 2008

Arquivado em: classificados — letícia féres @ 12:47 pm

adorei o título do textinho (e o textinho também!, super gentil) da ana elisa ribeiro sobre minha n(p)obre pessoa. saiu na coluna dela do letras do café deste mês, com um um poema meu =)

 

 

mudando de assunto, Abril 9, 2008

Arquivado em: bololô, coisas da vida, samba e canção — letícia féres @ 11:07 am

mas continuando em um bastante parecido (à maneira de uma piada interna da qual ninguém ri).