onde andará dulce veiga?

boas entradas e ótimas saídas!

Publicado em por letícia féres em dezembro 31, 2007

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retrospectiva dulce veiga II – porque ainda é tempo

Publicado em coisas da vida por letícia féres em dezembro 31, 2007

eu estava vindo pra bh, passei pela rodoviária de mariana e me lembrei do dia fatídico que deixei registrado aqui: onze da noite.

retrospectiva dulce veiga

Publicado em retrospectiva por letícia féres em dezembro 28, 2007

já que o ano chegou ao fim e a onda do momento é a retrospectiva (outro dia havia uma “retrospectiva de acidentes” num programa de esportes…), por que não uma para este blog?

aí abaixo vai uma seleção dos cinco melhores posts… e todos de 2005, ora-veja!

boas entradas e ótimas saídas!

minhermã

meu avô

eu sou bi, sempre bi, eu sou bi demais

as cartas de amor

por ocasião do natal

Publicado em escritos de outrem por letícia féres em dezembro 27, 2007

Fala o Autor dos escritos de Jesus

No meu sonho,
eu ordenhava uma vaca,
o úbere medonho
como um enorme lírio de borracha
suava entre meus dedos
e enquanto eu puxava,
esperando o suco de lua,
esperando a branca mãe,
jorrou sangue
e me cobriu de vergonha.
Então Deus me falou, e disse:
As pessoas só dizem coisas boas na época do Natal.
Se querem dizer algo ruim,
elas sussurram.
Aí eu fui até o poço
e puxei um bebê da água profunda.
E então Deus me falou, e disse:
Eis aqui. Tome uma mulher de bolo de gengibre
e ponha no seu forno.
Quando a vaca dá sangue
e é nascido o Cristo
todos devemos comer sacrifícios.

Todos devemos comer belas mulheres.

- poema da Anne Sexton. Tradução Cíntia França.

segunda primavera

Publicado em classificados por letícia féres em dezembro 27, 2007

mudou de endereço: mais clarim e mais bonitim. veja lá a nova casa de cíntia frança.

Namorados

Publicado em escritos de outrem por letícia féres em dezembro 26, 2007

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando…
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
- Antônia, você é engraçada! Você parece louca.

- do Manuel, o Bandeira

eu, você e todos nós

Publicado em cinema, coisas da vida por letícia féres em dezembro 25, 2007

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filme delicado, repleto de imagens poéticas. lindo-lindo. roteiro e direção da miranda july.

feliz natal!

Publicado em coisas da vida por letícia féres em dezembro 23, 2007

o que o papai noel disse quando perguntaram se ele rói unha?

- HOHOHO

amor e verdade

Publicado em coisas da vida, escritos de outrem, sobre poesia e literatura por letícia féres em dezembro 23, 2007

8.

Um koan budista diz: “O mestre segura a cabeça do discípulo debaixo da água, durante muito, muito tempo; pouco a pouco as bolhas começam a se rarefazer; no último momento, o mestre tira o discípulo, reanima-o: quando você desejar a verdade como desejou o ar, então saberá o que ela é.”

A ausência do outro segura minha cabeça debaixo da água; pouco a pouco, sufoco, meu ar se rarefaz: é por essa asfixia que reconstituo minha “verdade” e preparo o Intratável do amor.

- do rolando, o barthes, no fragmentos de um discurso amoroso

now baby or never

Publicado em coisas da vida por letícia féres em dezembro 23, 2007

de conversa em conversa

Publicado em coisas da vida por letícia féres em dezembro 20, 2007

sobre a beleza

- mulher bonita usa pouca maquiagem; e se acordou com a mesma cara que dormiu, casa, meu filho… que aí é bonita mesmo.

sobre a lei do silêncio

- minha vizinha veio achar ruim que o som lá de casa estava alto… quase perguntei pra ela se ela preferia ouvir minha mulher gozar!

(essa última foi ouvida por cíntia, durante uma longa viagem invernal)

toque de classe

Publicado em coisas da vida por letícia féres em dezembro 20, 2007

se você já não sabe como continuar a conversa depois que ouve seu interlocutor dizer: “… é que tenho toc….” – algo cada vez mais comum por essas bandas de cá -, deixamos duas sugestões para você arrasar nas festas de fim-de-ano:

saída à francesa: blasé

- … é que tenho toc…
- ah, meu celular também!…

saída dezgondrole: o benefício da dúvida

- … é que tenho toc…
- polifônico?

o amor em cinco tempos

Publicado em cinema, coisas da vida, samba e canção, sobre poesia e literatura por letícia féres em dezembro 18, 2007

ontem vi o amor em cinco tempos, do françois ozon. o filme terminou, os créditos subiram, a música continuou e eu comecei a chorar. o ozon conseguiu fazer um filme simples e delicado, sem qualquer psicologização maluca que tente explicar na ficção aquilo que a gente não consegue entender na “vida real” (tem outro nome pra isso?).

porque acho que o amor é assim. tudo começa de uma forma inusitada, e a gente nunca sabe aonde – ou se – vai chegar. e o que acaba importando mesmo são os bons momentos, sempre. ou aqueles nem tão bons, mas que acabam construindo uma parte da vida. e é isso que faz valer a pena, ainda que no fim do amor a única coisa que sobre seja uma bela memória acompanhada de terrível deprê.

mas apesar de tudo isso, ou por isso mesmo, ainda não sei, estou feliz, com um sentimento de gilles e marion entrando no mar juntos pela primeira vez.

prêmio governo de minas gerais de literatura

Publicado em classificados por letícia féres em dezembro 16, 2007

a notícia completa está no bazar 21.

abobrinha não

Publicado em coisas da vida, escritos de outrem, samba e canção por letícia féres em dezembro 14, 2007

cansei de ouvir abobrinhas
vou consultar escarolas
prefiro escutar salsinhas
pedir consolo às papoulas
e às carambolas
pedir um help ao repolho
indagar umas espigas
aprender com pés de alho
ouvir dicas das urtigas
e dessas tulipas
um toque pro miosótis
um palpite do alpiste
uma luz da flor de lótus
pedir alento ao cipreste
e pra dama da noite
pedir conselho à serralha
sugestão pro almeirão
idéias para azaléias
opinião para o limão, pimentão
abobrinhas não

- do itamar, o assumpção, tá no pretobrás

bonitinho que só

Publicado em escritos de outrem por letícia féres em dezembro 12, 2007

e se foi larissa quem mandou, tá mandado…

show diadorim

Publicado em classificados por letícia féres em dezembro 10, 2007

outro dia eu prometi pra lenise que ia mudar de assunto, mas por enquanto não tá dando não. no dia 13, quinta-feira, tem show das diadorinhas lá no palácio das artes, às 21h. resignem-se, meus três queridos leitores, virei tiete e tô fazendo um jabazinho aqui…

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de lá pra cá, camila menezes, kátia aboim, maria elisa e isabella figueira.

ah, e aproveito pra noticiar que a camila está musicando o modernidades à tardinha =)

mínima idéia

Publicado em classificados, coisas da vida, livro etc. por letícia féres em dezembro 10, 2007

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pedi e bruno mandou: lançamento do mínima idéia, em 2003. naquela época a quixote apenas amarrava salgadinhos (motivos soubemos depois).

que bonito é

Publicado em classificados, escritos de outrem por letícia féres em dezembro 9, 2007

e melancólico, ao mesmo tempo: no blog da cíntia.

belo horizonte, eu não sou rinoceronte: três notas de uma nota só

Publicado em classificados, coisas da vida, livro etc. por letícia féres em dezembro 9, 2007

fiquei besta com o que li ali no jaguadarte  sobre o lançamento do cada, segundo livro do bruno brum, na livraria quixote (sim, é preciso guardar muito bem esse nome!). é absurdo, mas parece que quando o assunto é poesia e pequenos autores a gente tem que afirmar, tal e qual zacarias no forró dos trapalhões: “belo horizonte, belo horizonte: belo horizonte, eu não sou rinoceronte”.

bom, bruno encontrou boa saída recuando o rei: vendas agora só pela internet.

meus alunos da oitava série estão acabando de construir uma antologia poética. tive o espanto de ver que um aluno que queria fazer uma antologia dos grandes poetas brasileiros só conseguia apontar drummond como um grande poeta brasileiro pra ele. tentei que algum outro aluno o ajudasse e apareceram nomes como fernando sabino e luís fernando veríssimo. contei essa história pra umas amigas e elas também não se lembraram de nenhum outro poeta senão drummond. fiquei pensando qual seria a causa da invisibilidade da poesia ainda hoje (e no fim do ano letivo!), o que se pode fazer para o maior número de pessoas conhecer a grande e a pequena poesia e só consegui perceber que tô totalmente fora de forma depois de dois anos do fim do grupoPOESIAhoje preenchidos com preocupações magistrais. bom que 2007 está acabando e levando a sala de aula pra longe de mim – e trazendo outras preocupações, mais produtivas.

….

 aproveito aqui pra dar uma nota de desfalecimento do páginas antigas, aquele sebo ótimo, em frente à livraria quixote: a partir do dia 20, vendas e visitas somente no site www.paginasantigas.com. lenise foi quem me contou =)

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